Segundo o consultor da Faep José Guilherme Cavagnari, enquanto o índice de lotação pecuária do Paraná gira em torno de 1,2 unidade animal (ua) por ha, com a nova proposta dos ministérios, esse índice deverá cair para 1 ua/ha em algumas regiões do Estado e, em outras, poderá subir para 1,32 ua/ha. ‘‘Ruim para Londrina, bom para Paranava풒, exemplificou.
  Outra alteração proposta para o índice pecuário, elencou Cavagnari, é a criação de oito microrregiões nacionais, cujos índices deverão variar entre 0,29 ua/ha e 1,32 ua/ha. ‘‘O Paraná se encontra entre as zonas quatro e oito, com índices entre 0,6 ua/ha e 1,32 ua/ha’’, assinalou. Atualmente o País é dividido em cinco zonas de pecuária e os índices de lotação variam de 0,13 ua/ha para 1,2 ua/ha, apontou o consultor.
  De acordo com ele, problemas climáticos são amparados por lei. ‘‘O problema maior será para produtores descapitalizados por endividamentos anteriores, que terão de trabalhar no limite para não perder a terra. Já os pecuaristas sempre foram o grupo de risco’’, observou Cavagnari.
  Ele ressaltou que os índices apresentados em conjunto pelo MDA e Mapa não sofrerão novas alterações, pois já foram aprovados em audiência pública no Senado. ‘‘Os novos índices deveriam entrar em vigor por uma portaria interministerial, mas o projeto já está na Casa Civil para aprovação, o que nos leva a crer que serão editados por Medida Provisória.’’, explicou. (M.G.)

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