Pecuaristas relutam em arrendar
Lançado em fevereiro, o Programa de Arrendamento de Terras de Umuarama (Pater) pretende reformar pelo menos 200 mil alqueires de pastagens nos próximos cinco anos. A Prefeitura não aplica dinheiro no programa, apenas intermedia os negócios entre proprietários e arrendatários. Em troca do pasto reformado, o pecuarista precisa apenas ceder a área por, no mínimo, três anos. Nesse período, o arrendatário vai explorar a terra com lavouras brancas, adotando todas as técnicas de preparo, conservação e reposição da fertilidade do solo. Para viabilizar o programa, o secretaria municipal de Agricultura mantém contato com agricultores de outras regiões, principalmente produtores de soja, que tenham capital, tecnologia, maquinaria e interesse em plantar no arenito-caiuá.
Mais difícil que conseguir arrendatários com esse perfil, é convencer os pecuaristas locais a cederem terras, mesmo com a possibilidade de participação na renda já no início do contrato. A maioria alega não poder dispor das pastagens, que já são insuficientes. Edson Bastos acredita que o Pater vai conseguir quebrar essa resistência dos fazendeiros. A reforma de pastagens é uma necessidade que ninguém vai poder evitar. Além disso, a bolsa de arrendamento é a única saída para os pecuaristas que já não têm mais pastagens nem capital para reformá-las, argumenta Bastos.(V.M.)





