Para o pecuarista Eduardo Biagi, de Ribeirão Preto (SP), que há mais de 30 anos seleciona gado nelore, é possível produzir animais em idade de abate mais cedo, sem adotar o cruzamento industrial. Segundo ele, o nelore puro, selecionado e criado a campo, é capaz de resultar numa carne boa e magra, ‘‘ao gosto do consumidor atual.’’
Ele defende a produção de carne com o uso de animais puros, sem utilizar os cruzamentos, criando o gado totalmente a pasto; ou a produção dos precoces ou superprecoces em confinamento para terminação, de acordo com o sistema de produção e mercado que o pecuarista quer atender.
Biagi defende que ‘‘o nelore produz uma carne magra, preferência do mercado atual, com gordura por cima, fácil de tirar. A seleção e o melhoramento genético, a atenção ao manejo alimentar e sanitário proporcionaram ao zebu e sobretudo ao nelore, ganho em precocidade e desenvolvimento e bom acabamento de carcaça.’’
O pecuarista consegue na fazenda do Mato Grosso abater animais com 24 meses criados totalmente a pasto. Os bezerros nascem de setembro a outubro e se faz a desmama na primeira seca, ou seja, no inverno, com suplementação a pasto. Quando chega a segunda seca, no inverno seguinte, os animais já estão próximos dos 24 meses e começam a ser abatidos porque já atingiram peso suficiente.

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