A procura por novos modelos de produção de carne, que tornem a atividade cada vez mais rentável num momento de crise econômica no setor, faz com que pecuaristas, frigoríficos, atacadistas, representantes de supermercados e outras pessoas envolvidas na cadeia produtiva, estejam reunidos para discutirem a experiência de outros países, que têm condições climáticas e de produção semelhantes ao Brasil.
O Fundo de Desenvolvimento Pecuário (Fundepec), de São Paulo, promoverá na quarta-feira e quinta-feira, dias 20 e 21, em São Paulo, o evento ‘‘Repensando a Pecuária de Corte. Experiências Internacionais’’. O encontro será no Hotel Hilton e reunirá pesquisadores e técnicos brasileiros e também de outros seis países: Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Suíça, África do Sul, Argentina e Estados Unidos.
O evento, segundo o técnico do Programa do Novilho Precoce do Fundepec, Carlos Eduardo Rocha, deverá reunir cerca de 400 pessoas. Segundo ele, o objetivo é discutir a nova tendência da pecuária mundial e fortalecer os trabalhos da Aliança Mercadológica, coordenada pela entidade, que está funcionando há um ano e seis meses.
A escolha desses seis países foi decorrência de semelhanças climáticas e sistemas de produção em relação ao Brasil. Muitos deles têm maior desfrute e esquema de comercialização e marketing da carne mais avançados do que o Brasil, País que tem hoje o maior rebanho comercial do mundo, mas enfrenta dificuldades no aumento de desfrute e na comercialização.
Na África do Sul, por exemplo, tem-se trabalhado com seleção de animais em função das restrições climáticas existentes naquele país; em muitas regiões as condições são as mesmas do Brasil. ‘‘Na Austrália, acontece a mesma coisa, só que lá existe maior produção de carne e alto desfrute no rebanho criado a pasto’’, diz Rocha. Segundo Rocha, na Austrália há um rebanho de 26 milhões e 300 mil cabeças e um abate de 7 milhões e 900 mil cabeças/ano. No Brasil o rebanho soma 147 milhões e 740 mil cabeças e o abate é de 30 milhões e 400 mil cabeças.
Programa do evento A abertura do evento será no dia 20, às 8h45, pelo presidente do Fundepec, Pedro de Camargo Neto. As palestras terão início a partir das 9 horas. O primeiro tema será ‘‘Pecuária de Corte na Austrália. Modelo de Produção, Comércio e Promoção da Carne’’, pelo representante da Breedlink Cattle Services, um tipo de ONG, mantida por pessoas do setor produtivo, Don Nicol.
A partir das 11 horas haverá palestra com o pesqisador da Massey Universit, de Palmerston North, da Nova Zelândia, Steve Morris. O tema: ‘‘Produção de Gado de Corte a Pasto na Nova Zelândia’’. A seguir, às 14 horas, o diretor de marketing para exportação da British lvestock, Milton Keynes, da Inglaterra, falará sobre ‘‘Marketing da Carne - Estratégias para Recuperação de Mercado.
A última palestra do dia 20 será sobre a ‘‘Carne Bovina no Âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) - O Futuro das Barreiras Sanitárias’’, por João Magalhães, de Genebra, na Suíça, membro da OMC.
No dia 21, a programação terá início às 9 horas, com palestra do chefe do Instituto de Desenvolvimento da Pecuárina Nacional, de Irene, da África do Sul, Danie Bosman. Ele falará sobre ‘‘Pecuária de Corte na África do Sul - Modelo de Produção. ‘As 11 horas, o tema será ‘‘Sistema de Produção de gado de Corte na Argentina. Experiências para Alcançar os Atuais Índices’’, por Inácio Osvaldo Galli, Consultor do Instituto Nacional de Tecnologia (INTA), de Buenos Aires, Argentina.
No período da tarde, a partir das 14 horas, está programada palestra de Mohammad Koohmaraie, do Clay Center, de Nebraska, dos Estados Unidos, sobre ‘‘Segurança e Qualidade de Carne’’. Ás 16 horas será abordado ‘‘O Uso de Raças Compostas para Produção de Carne’’, por Keth Gregory, também do Clay Center, dos Estados Unidos.
Cada palestra terá uma uma hora e quinze minutos de duração, com 30 minutos para debate. Haverá tradução simultânea das palestras. Outras informações sobre o evento poderão ser conseguidas pelo telefone (011) 3872-2337.

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