Pecuária necessita de dedicação
Na fazenda Figueira, localizada na região de Londrina, a busca por uma produção altamente competitiva é uma constante. A produção de gado de corte da propriedade se baseia na sustentabilidade, ou seja, produzir mais e melhor sem expandir a área. Esse critério, segundo José Renato Silva Gonçalves, administrador da propriedade, está diretamente relacionado à competitividade.
A fazenda Figueira faz parte de uma das unidades de pesquisa da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ). A propriedade é considerada um modelo de produção agropecuária de alta eficiência. Todas as exigências sociais e ambientais são rigorosamente cumpridas dentro da fazenda, tudo com o objetivo de aumentar a eficiência da pecuária de corte.
Gonçalves explica que avaliar a competitividade de uma produção requer muito estudo em um horizonte de 10 a 12 anos. Isso, avalia ele, porque o desempenho de cada atividade pode variar muito de um ano para o outro, por isso a margem de análise tem que ser grande. No caso da pecuária, esse critério não é diferente. Neste segmento, a inserção de novas tecnologias tem proporcionado bons desempenhos. "O modelo de produção sem tecnologia adotado há mais de 100 anos, com o uso da pecuária extensiva, está fadado ao fracasso", alerta o administrador.
É importante salientar que qualquer tipo de tecnologia que será inserida em uma propriedade necessita ter uma boa relação custo-benefício. "É preciso fazer investimentos que proporcionem algum retorno", salienta Gonçalves. Mas antes disso, destaca ele, é necessário avaliar o projeto e saber lidar com o manejo adequado. O uso da tecnologia com planejamento sempre é a melhor solução. A adoção de uma boa genética e o investimento em pastagens, adotados na fazenda, são alguns exemplos de tecnologia direcionadas para a pecuária que elevam a sua competitividade.
Em uma área de 1,8 mil hectares de pastagem, a fazenda possui cinco mil animais voltados para cria, recria e engorda. Com a adoção de um sistema de manejo adequado, a fazenda produz 12 arrobas por hectare/ano, contra uma média nacional que varia de 4 a 5 arrobas por hectare/ano. A meta da fazenda é chegar a 15 arrobas por hectare/ano. (R.M.)





