Entre 1961 e 1964 ele incentivou a importação de gado nelore, cujo empreendimento resultou na implantação de um programa ousado para a época que visava a troca de animais com baixo potencial genético, que predominava na época, por reprodutores importados. Para viabilizar esse programa, contou com o apoio do Badep, que financiou os produtores.
Ney Braga lembra que, quando assumiu o governo, o café era o produto que se destacava na economia do Estado e a pecuária do Paraná era incipiente, com animais sem potencial de raça. E o setor não tinha como se desenvolver. Ele teve a visão de diversificar a atividade agropecuária, porque achava que a economia do Estado não podia ficar dependente apenas de um único produto.
No incentivo à pecuária, Nei Braga disse que contou com o apoio de Celso Garcia Cid, que se envolveu pessoalmente no processo de importação de animais. Para atender o interesse dos produtores, o Governador contou com o apoio de recursos federais. Através de verbas, liberadas pelo Conselho de Desenvolvimento da Pecuária de Corte, os produtores recebiam financiamentos a prazos e juros compatíveis com a atividade pecuária. A introdução da raça nelore mudou o perfil da pecuária paranaense, que passou a investir em raças com possibilidades de evolução genética.
Pecuária na EconomiaA partir de 1975, quando a grande geada dizimou os cafezais do Paraná, já estava formada a base da moderna pecuária, que se expandiu no Estado, juntamente com a soja.
Atualmente a pecuária paranaense está em posição de destaque: de um faturamento de R$7,7 bilhões da produção agropecuária no estado em 1977, a pecuária movimentou R$2,4 bilhões, que corresponde a 31% do valor bruto da produção agrícola. A produção de grãos de verão, setor mais rentável da agricultura paranaense responde por 37,35% do valor bruto da produção.

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