Pecuária está pronta para exportar
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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
Cláudia Barberatto<br>Reportagem Local 
O pecuarista e presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná, em Cascavel, Valdir Lazirini, também acredita que a pecuária está pronta para um aumento na demanda por carne no mercado externo.
''Temos excedente de produção, já que o mercado interno está retraído. Mesmo que houver uma reação no poder aquisitivo da população há possibilidade de atender.''
Ele admite que alguns segmentos na pecuária estão ''mais prontos'' para uma reação na demanda por carne. ''Aqueles que já implantam tecnologias para aumento da produtividade'', ressalta.
No Paraná, de acordo com o pecuarista, grande parcela de produtores já trabalha com precocidade no abate de animais com no máximo 24 meses de idade. Outra parcela menor ainda concentra abates entre idades de 36 e 40 meses, mas que estimulados pela conjuntura de preços e mercado para absorver toda a produção podem, prontamente, alterar os resultados.
Especialmente nas regiões onde se faz a chamada integração lavoura e pecuária, segundo Lazarini, os pecuaristas conseguiram, com tecnologias, reduzir as idades médias de abate e, consequentemente, aumentar o desfrute do rebanho. O desfrute no Paraná, por volta dos 22%, segundo Lazarini, ainda não é o ideal. Para ele, é preciso trabalho na área de genética dos animais e nos cruzamentos.
Como conseguir aumento da produção? Para Lazarini um dos primeiros passos é obter precocidade por meio de cruzamentos; com acasalamentos entre animais de alta genética e que se mostrem precoces.
Bons resultados são encontrados nos sistemas de produção como gado criado a pasto, com suplementos e rotação de pastagens; confinamento ou semiconfinamento, entre outros; o que melhor combinar com a realidade e as metas do pecuarista.
''Quando o mercado acena com bons preços o pecuarista reage com investimentos'', avalia Lazarini. ''Os que não forem eficientes vão ceder espaço para os que são. Existem linhas de créditos hoje para investimentos na atividade. Tanto na agricultura, como na pecuária só não investe quem não está interessado em ganhar ou não é do ramo,'' afirma.


