Pecuária empresarial
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de maio de 2000
Da Redação 
Mesmo com a redução internacional do consumo de carne bovina (um decréscimo de 24% nos últimos 15 anos), a pecuária brasileira apresentou uma significativa evolução (nos últimos 10 anos, o número de cabeças abatidas cresceu 28%). Uma das causas do progresso da pecuária no Brasil é que a atividade está passando a ser vista como empresarial. A informação é do presidente da M. Prado Consultoria Empresarial, Marcelo Prado, eleito personalidade do Ano do Agrobusiness Brasileiro, pela Universidade de São Paulo (USP).
Prado também é presidente da Câmara de Agroindústria da Federação das Indústrias de Minas Gerais e da Associação Brasileira de Milho e Sorgo. Ele será um dos participantes do 2º Seminário Agro Future, que acontece nos dias 30 e 31, no Teatro César Cava, em Presidente Prudente (SP).
Prado falará sobre a Cadeia Produtiva no Mundo Globalizado. Segundo o consultor, os números da realidade internacional não conferem com os do nosso País. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 160 milhões de cabeças, número praticamente equivalente à população brasileira. O número de cabeças abatidas cresceu 28% nos últimos 10 anos, passando de 25,1 milhões de cabeças, em 1990, para 32 milhões, em 1999.
As causas dessa evolução, segundo Prado, são melhoria da genética do rebanho e de pastagens, maior participação do País como exportador, crescimento do número de animais confinados e semi-confinados, adoção de sistemas mais eficientes de prevenção de doenças e parasitas, aumento do abate de fêmeas e também pela conscientização de que a pecuária não pode ser uma atividade extrativista, mas empresarial.
De acordo com Prado, internacionalmente, o consumo de carne bovina vem apresentando declínio. Em 1985, o consumo per capita era de 31 kg/ano; em 1999, este consumo foi em torno de 25kg/ano. Para ele, o decréscimo de 24% no consumo de carne vermelha em 15 anos deve-se a um conjunto de fatores. Um deles é que nos últimos anos a carne bovina foi colocada como vilã à saúde.
No entanto, de acordo com Prado, recentes pesquisas médicas têm mostrado a importância da carne vermelha para a saúde humana. Há uma oportunidade interessante para minimizar o impacto na redução da demanda do produto e que se crie campanhas de esclarecimento à população e à classe médica. Além disso, como fatores negativos, houve a propagação da doença da vaca louca na Inglaterra e o crescimento no consumo de carnes brancas.
Outras informações sobre o 2º Seminário Agro Future Pec poderão se obtidas pelo telefone (18) 224-1942.


