Pecuária com maior produtividade, sem ocupar novas áreas
Segundo o professor da FEA/USP, Guilherme Dias, a tendência para a pecuária é de aumento nos índices de produtividade, pelo investimento na qualidade das pastagens com recuperação de áreas em rotação com lavouras e aumento de lotação de animais, sem com isso ocupar novas áreas de fronteiras.
Isso deverá proporcionar um aumento na oferta de carne sem que seja preciso, como no passado, ocupar novas áreas, fechando um sistema intensivo de produção com aumento nas taxas de desfrute, na lotação de animais a pasto com alimentação suplementar mineral concentrada, melhorando também a fertilização das terras de pastagem.
O pecuarista, segundo ele, deverá apostar também na recuperação do solo, maior aplicação de fertilizantes e na adoção de tecnologias que possibilitem um padrão de qualidade na oferta de alimentos para os animais.
Segundo Guilherme Dias, a perspectiva é de que não haverá expansão de áreas de pasto. O crescimento da produção de carne se dará pela intensificação dos sistemas de produção a pasto que, sendo de melhor qualidade, permitirão manter maior número de animais por área e, consequentemente, maior produtividade.
As áreas de pecuária, segundo ele, deverão estar integradas com as áreas de lavouras, assim como já está sendo feito na região do Arenito, no Paraná, onde a agricultura entrou para recuperar áreas de pasto degradadas e devolver a qualidade e fertilidade ao solo, permitindo que a pecuária volte as mesmas terras com melhores índices de produção e rentabilidade.





