Pé no freio em 2005
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de dezembro de 2004
Agência Estado 
Na mesma semana em que o IBGE previu uma grande safra de grãos - passando a idéia de abundância, o que faz elevar os preços dos insumos -, a CNA prevê um quadro de dificuldade e mostra os motivos:
O aumento dos estoques mundiais de produtos agrícolas, o pequeno crescimento da economia interna e a elevação dos preços dos insumos levaram o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, a recomendar cautela aos agricultores em 2005. ''Vamos fazer contas, olhar com cuidado. Não vamos parar de crescer nem parar de produzir. Vamos até aumentar (a produção), mas vamos fazer isso com muito cuidado'', comentou, ao falar sobre as perspectivas do agronegócio para o ano que vem.
Para ele, é possível que o setor passe, no próximo ano, por uma nova crise de endividamento. ''Se o Brasil colher uma safra recorde e se o cenário externo de preços continuar negativo, a capacidade de pagamento estará comprometida'', comentou. De Salvo admitiu que os produtores rurais reclamam. ''Somos chorões, mas somos os chorões mais lindos do mundo'', comentou, referindo-se à competitividade do agronegócio brasileiro.
A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica colheita recorde de 131,921 milhões de toneladas de grãos na safra 2004/05, que começa a ser colhida ainda neste mês, no caso do feijão.
A queda de renda do setor agropecuário em 2005 pode comprometer a manutenção do ritmo crescente de criação de novos empregos no campo, avaliou de Salvo. ''A abertura de mercados, o que ampliaria as exportações agrícolas, poderia reverter o cenário'', comentou. Em 2004, o setor rural bateu recordes na criação de empregos, como vem ocorrendo nos últimos cinco anos, informou a CNA.
Entre janeiro e outubro deste ano, foram criados 249.340 empregos formais no campo. Em igual período de 2003, foram criados 191 mil empregos. A expectativa é de que o saldo (contratações menos demissões) ao final de dezembro fique entre 90 mil e 110 mil empregos, frente as 58 mil vagas de trabalho no ano passado, o que representa crescimento de pelo menos 64%.
Nos últimos meses do ano, período em que as lavouras estão se desenvolvendo, é comum a dispensa de funcionários. Em janeiro, com a proximidade do período de colheita de importantes culturas, como soja e milho, as contratações aumentam.
O recuo dos preços dos principais produtos agrícolas no mercado internacional e a previsão de boa produção nos Estados Unidos levaram o presidente da CNA a prever crescimento de apenas 2,2% no Produto Interno Bruto (PIB) da atividade primária da agropecuária em 2005.
O porcentual está abaixo do registrado em 2004 - crescimento de 3%. Em relação aos insumos, um dos vilões da agricultura neste ano, ele disse que entre janeiro e julho os fertilizantes ficaram 17% mais caros, em média, enquanto o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 8%. (Agência Estado).
PROGNÓSTICO PESSIMISTA
Principais dificuldades a serem administradas para não afundar no passivo em 2005 menos
l Estudar bem o mercado para aproveitar os momentos de preços altos, que serão poucos,
- Observar nichos de mercado pois a economia interna vai crescer pouco e a demanda será pequena,
- Escolher o melhor momento para comprar insumos. Saber comprar fertilizantes será tão importante quanto vender bem a safra,
- Racionalizar desde já os fatores de produção. O custo de produção tem que ser menor para compensar o baixos preços agrícolas,
- A quenda da renda do setor agropecuário será fatal, portanto, não ouse muito nos investientos fixos. Se possível adie algumas melhorias,
- Não entre em bancos para fazer empréstimos, passe longe dos bancos,
- Vai haver redução da oferta de empregos no campo. Reduza você também, edie novas contratações. Infelizmente no Brasil quem gera emprego é punido por uma Justiça trabalhista fora da realidade,
- Atualize-se, faça cursos, busque administrar melhor a propriedade,
- Controle os gastos de tudo. Quem não sabe quanto gasta, não sabe quanto ganha.


