Pastos produtivos e perenes
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de agosto de 2019
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19 de agosto de 1989
A pecuária, em especial a bovino cultura, tem sido um dos setores mais lucrativos no País, já que o produtor investe um pouco e consegue um retorno muito acima das aplicadas. Ainda é generalizada a filosofia de que criar gado é fácil, bastando para isto soltar os animais no pasto, aplicar alguns medicamentos e depois contar o rebanho.
Dentro desta visão, a bovinocultura resume-se uma atividade extensiva e extrativista. Os pastos onde ficam os rebanhos são aquelas áreas desgastadas que não servem mais para a agricultura. Desta maneira, é bastante comum observar à beira de estradas grandes áreas cuja vegetação pobre (grama baixa, intercalada de arbustos) serve de pastagem para o gado.
Querendo acabar com a ideia de que o pasto é um terreno inapropriável na produção agrícola, a Empresa d Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, começa a fazer na região um trabalho de extensão que pretende conscientizar os criadores de gado de que pasto deve ser encarado como lavoura. Através do plano de reformas de pastagens, o órgão quer demonstrar que pasto tratado, da mesma forma que uma área agrícola, pode reverter maiores lucros que o obtido com a lavoura. Isto porque vem “montado” no boi, que alimentado em pastagens abundantes, apresenta melhores índices de produção, seja no período de crescimento ou em termos de fertilidade e acabamento final, isto é, carne e leite.


