Pastos merecem maior cuidado
Para o pesquisador Elir de Oliveira, do Instituto Agrômico do Paraná (Iapar), é fundamental a mudança de mentalidade daqueles pecuaristas que ainda mantém a pecuária de corte em áreas de baixa fertilidade, resultado da prática do extrativismo que ocorreu ao longo dos anos. Muitos pecuaristas, segundo Oliveira, ainda não acreditam que adubar e manejar o pasto dá dinheiro.
De acordo com Oliveira há casos em que a lotação de um pasto não suporta mais do que 1,5 Unidade Animal/ha. Os animais, neste caso, demoram mais para chegar ao peso de abate e o pecuarista perde dinheiro. Com a integração lavoura e pecuária e o planejamento forrageiro durante verão e inverno, é possível elevar a produção de carne de quatro arrobas/ha/ano para 40 arrobas.
A idéia, ressalta Oliveira, de que o pasto deve ficar na área de menor fertilidade e de que não precisa de adubo é ultrapassada. ''Aqueles que ainda pensam assim não devem se manter por muito tempo na atividade.''
A partir de exemplos como o do produtor Celso Murofuse a expectativa é que as pastagens tropicais perenes sejam tratadas como cultura e tenham o mesmo nível tecnológico em que estão as culturas de milho, soja e trigo.





