A melhora da produção leiteira está diretamente ligada à disponibilidade de alimento de qualidade aos animais. Para tanto, são preconizados investimentos na reforma e adubação das pastagens de acordo com as condições financeiras de cada produtor. ‘‘Irrigar pequenas áreas, por exemplo, garante alimento no inverno e livra o pecuarista da dependência dos concentrados’’, explica o pesquisador Artur Chinelato.
  Para ele, o segredo da produtividade está em valorizar as pequenas áreas. Segundo ele, quanto menor a área, mais fácil o manejo do pasto e dos animais. ‘‘O animal aproveita melhor o capim e produz mais leite’’, defende. ‘‘Além disso, é mais barato irrigar e adubar pequenos piquetes’’, completa.
  No sítio da família Silva o custo de produção de um litro de leite foi cerca de R$ 0,05 mais barato que o preço obtido com a venda do produto em 2005. Conforme relatório elaborado pelo produtor, a pecuária leiteira rendeu R$ 29 mil no ano passado. Em contrapartida, foram gastos R$ 15 mil em despesas no ano todo, com destaque para compra de fertilizantes, combustível e frete. ‘‘Apesar do custo de produção ainda ser alto, o seo Pedro conseguiu mantê-lo abaixo do preço mínimo do leite. Para o ano que vem, a meta é reduzir ainda mais esse custo para aumentar a margem de lucro e evitar contratempos’’, aponta Chinelato.
  Nessa hora, ressalta o pesquisador, o apoio da assistência técnica é fundamental. ‘‘A função do técnico é animar o produtor quando ele está desacreditado e controlar o excesso de confiança. Temos que trazer soluções eficientes’’, defende. (M.G.)

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