Participação da mulher e do jovem
Assembléia ordinária realizada pela Cooperativa Agrícola União, de Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão) torna obrigatória a presença de pelo menos uma mulher e de um associado com, no máximo, 30 anos de idade, no Conselho de Administração da empresa. A primeira mulher a ocupar o cargo é a associada Neuza Pontello. Já o primeiro ‘‘jovem conselheiro’’ é Roque Gustavo Muller, de 27 anos.
‘‘Seguimos um modelo já adotado por cooperativas européias’’, explica o secretário-geral da Coagru, o ex-prefeito Valdir D’Alécio. ‘‘Com jovens integrando o conselho, estamos preparando os futuros diretores executivos da cooperativa’’, justifica.
Com as mudanças, os membros do Conselho Administrativo passaram de 9 para 16, mas D’Alécio garante que não haverá aumento de despesas. ‘‘Os diretores administrativos, por exemplo, vão cair de três para dois’’, frisa. Já as gerências de área desapareceram. As medidas fazem parte de um processo de enxugamento iniciado há três anos. Os resultados, D’Alécio garante, já começaram a aparecer. ‘‘97 foi um ano bom’’, ressalta.
SobrasNa assembléia da semana passada a diretoria da Coagru anunciou um faturamento de R$71,5 milhões durante 1997, que resultaram em R$329 mil de sobras para os 2.201 cooperados de Ubiratã, Campina da Lagoa, Nova Cantu e Anahy. ‘‘Não é muito, mas um resultado alentador diante das dificuldades da agricultura’’, destaca o relatório do Conselho de Administração da cooperativa.
No total, a Coagru comercializou 177 mil toneladas de produtos agrícolas durante o ano passado. ‘‘Houve dificuldades na comercialização do trigo, mas a soja teve resultados favoráveis’’, avalia D’Alécio. Só de impostos, a Coagru recolheu R$3,3 milhões em 97. ‘‘Isso dá um pagamento médio de R$12,8 mil por dia que trabalhamos’’.
(Sid Sauer)

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