Parcerias na agroindustrialização
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sexta-feira, 02 de julho de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Otimizar estruturas e reduzir custos de produção. Estas são as metas do processo de intercooperação, que movimenta muitas cooperativas agropecuárias do Paraná. Parcerias representam a maior parte das associações entre as cooperativas. Incorporações e fusões ocorrem em menor proporção no Estado.
O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, explica que nas parcerias ocorre a troca de experiências entre as cooperativas, enquanto que no processo de incorporação, a cooperativa mais desenvolvida assume todo o ativo e passivo da cooperativa incorporada. ''O importante em qualquer tipo de associação é não deixar os cooperados na mão'', disse.
Segundo Koslovski, em caso de parceria, as diretorias assinam um contrato para uma área específica de interesse e ambas as cooperativas mantém sua personalidade jurídica, como é o caso da Castrolanda, de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), que fornece insumos e realiza o processo de comercialização dos cooperados da Witmarsum, de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa).
Outro exemplo de parceira acontece entre a Coagru, de Ubiratã (96 km ao sul de Campo Mourão) e a Copacol, de Cafelândia (50 km ao norte de Cascavel). ''Neste caso, os cooperados da Coagru estão investindo na montagem de aviários para fornecer matéria-prima para a Copacol, grande produtora de frangos'', afirmou o presidente.
O mesmo ocorreu entre a Copacol e a Coagel, de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão). Por serem grandes produtores de milho, os cooperados da Coagel fornecem sua produção à Copacol, grande consumidora do grão, que serve de alimento para a engorda dos frangos.
Em Campo Mourão, a Coamo assinou uma parceria com a Cocamar, de Maringá, para utilizar a estrutura da cooperativa maringaense na moagem de parte da produção da soja. ''Não posso precisar números, mas estou seguro de que as parcerias representam o futuro do cooperativismo brasileiro'', declarou Koslovski.
Ele ressalta que o processo de agroindustrialização - realização de projetos sofisticados, com uso de equipamentos de alta tecnologia - impulsiona as associações entre as cooperativas. ''A agroindustrialização necessita de um grande volume de investimentos que só várias cooperativas juntas podem realizar'', argumentou.
Incorporações De acordo com o presidente da Ocepar, as cooperativas não entram em falência e sim em processo de liquidação. Quando isto ocorre, normalmente outra cooperativa absorve as estruturas físicas e passa a fornecer os insumos e a comercializar a produção dos cooperados da entidade liquidada.
''Isto ocorreu com a Copal, de Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho), que absorveu a Copaleste, que estava em dificuldades para desenvolver suas atividades e entrou em processo de liquidação. Com a incorporação, a Copal passou a prestar serviços também aos cooperados da Copaleste'', contou Koslovski.
Outros exemplos de incorporação aconteceram entre a Confepar e a Central Norte e entre a Integrada e Copramil. ''A Corol também incorporou outras três cooperativas, a Camas, que estava em processo de liquidação, a Campal e a Valcoop'', lembrou o presidente.
Segundo ele, no Paraná ainda não foi registrado nenhum caso de fusão entre cooperativas. Neste tipo de associação, as duas cooperativas abrem mão de suas identidades para criar uma nova personalidade jurídica.
''É correto afirmar que, no Paraná, o número de parcerias é muito maior que o número de fusões e incorporações. Isto ocorre pois a intercooperação contribui para o desenvolvimento de ambas as cooperativas, em termos de capacidade e troca de experiências'', finalizou o presidente.


