Parceria é a chave do sucesso
O grande diferencial do programa, assinala o pesquisador da Embrapa Artur Chinelato, é seu efeito multiplicador. Vizinhos e amigos dos donos dos sítios assistidos acabam procurando a extensão rural para também adotar o pacote tecnológico, diz.
Segundo ele, além das vantagens econômicas, a parceria traz benefícios sociais, ambientais e educacionais. No âmbito social, contribui para a redução do êxodo rural. Já no ambiental, proporciona o melhor aproveitamento das terras e a preservação da reserva legal sem perdas para o produtor.
O desenvolvimento econômico também força o pecuarista a buscar o crescimento intelectual. É comum ver pequenos produtores estudando para negociar melhor, conta.
De acordo com o agrônomo Marcelo Rezende, da Confepar, para ser assistida pelo convênio, a propriedade deve apresentar um atestado de isenção de doenças como brucelose e tuberculose. O produtor também deve controlar toda a rotina dos animais, desde as datas de parição das vacas, até a ocorrência de chuvas e as variações de temperatura. O pecuarista deve ainda abrir a propriedade para visitação. Mas a regra mais importante é sempre fazer o que foi combinado em consenso com o técnico, aponta. O produtor que não se adequa às regras é excluído do convênio. Mas pode retomar o projeto assim que se sentir apto a tentar de novo, completa o agrônomo. (M.G.)





