Paranaguá atinge movimentação mensal recorde
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Reportagem Local 
O escoamento da produção agrícola brasileira atingiu seu ápice na metade de 2015, com o auge da colheita de grãos, preço das commodities em alta e câmbio favorável para o agricultor. A combinação de fatores, aliada a uma estrutura portuária pronta para receber a demanda do campo, resultou na maior movimentação mensal da história do Porto de Paranaguá. Em junho, foram exportadas ou importadas 4,605 milhões de toneladas pelo porto paranaense. O resultado é 0,3% superior ao antigo recorde, registrado em maio de 2013, quando o porto movimentou 4,591 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, a marca de 2015 é 12,7% superior às 4,08 milhões de toneladas movimentadas em 2014. O recorde se dá principalmente por causa da exportação da agropecuária. Foram 1,38 milhão de toneladas de soja escoadas ao longo do mês, resultado 64% superior ao mesmo mês do ano passado. O açúcar, com 392 mil toneladas e 16% de crescimento, e o milho, com 195 mil toneladas e 125% de aumento, também colaboraram com o resultado.
CONJUNTURA
Segundo o assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, o mês de junho foi o momento ideal para o produtor agrícola paranaense exportar sua produção. "A demanda chinesa se mantém em alta e a safra americana não está correspondendo às expectativas, o que puxa os preços dos produtos colhidos no Brasil para cima. Além disso, o câmbio está favorável para o produtor brasileiro exportar", afirma Camargo.
Nos últimos anos, uma série de investimentos no porto paranaense, desde a implementação efetiva do sistema Carga Online, que ordenou a chegada dos caminhões à cidade eliminando as filas mesmo com aumento do fluxo de veículos, até os novos shiploaders, que aumentaram em 33% a capacidade de carregamento dos navios graneleiros do Corredor de Exportação. "O produtor agrícola tem condições de atrasar a comercialização da sua produção em busca de melhores negócios e o porto tem condições de receber boa parte da safra acumulada e dar vazão a esta produção sem atrapalhar o agricultor", explica o diretor comercial da Appa, Lourenço Fregonese.


