Paranaenses visitam Bolsa de Chicago
Paranaenses visitam Bolsa de Chicago
Produtores rurais do Paraná visitaram a Bolsa de Chicago, mercado que influencia as intenções de plantio em todo o mundo. Trata-se do maior e mais antigo mercado de futuros do mundo, com 140 anos de existência. No ano passado chegou a comercializar 8,5 vezes a safra mundial de soja, calculada em 150 milhões de toneladas. Produtores, especuladores e hedgers compram e vendem a produção várias vezes, já que os contratos são transferíveis e a rentabilidade, de centavos, eleva o preço médio da comercialização.
O mercado de futuros e opções foi criado em meados da década de 70 e hoje representa mais de 70% das operações. A Bolsa de Chicago se orgulha de não registrar nenhuma inadimplência desde 1925. A infra-estrutura existente é gigantesca. São mais de 10.000 linhas telefônicas e 1.400 pessoas que estão lá diariamente comprando e vendendo a produção mundial de grãos. Os relatos de mercado são digitados com todas as alterações de preços e transmitidos via satélite para mais de 80 países. Além de grãos, a Bolsa negocia boi vivo, suínos e ativos financeiros com títulos do tesouro, criados em 1972.
A venda antecipada da produção na Bolsa de Chicago permite aos produtores norte-americanos que negociam diretamente no pregão, ou através de corretoras, planejar a produção para os próximos três anos. O painel aponta o preço futuro até 2001 e o produtor e corretoras podem negociar várias vezes a mesma produção. Nos Estados Unidos, os produtores geralmente vendem a produção no mercado futuro no momento do plantio. Quando a colheita chega ao final e o preço está baixo, ele compra de volta a sua produção no mercado futuro, elevando o lucro da comercialização.
Depois de instaladas as principais lavouras no mundo, a alteração do pregão ocorre em função das variações climáticas. Os operadores de mercado acompanham atentamente as variações de clima em todas as regiões do mundo, principalmente no Brasil, segundo maior produtor de soja do Planeta. Qualquer mudança de clima ocorrida por aqui influencia as cotações por lá. Por isso os operadores estão sempre atentos ao painel que acompanha a meteorologia no Brasil, disse o economista da Bolsa de Chicago, Eugene Kunda.(V.C.)





