Paranaenses se destacam em programa de produtividade
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sexta-feira, 17 de julho de 2015
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Salvador Quando foi desafiado a aumentar em até 20% sua produção de soja sem que tivesse que ampliar a área de cultivo, no ano passado, o agricultor João Dirceu Hartman, de Corbélia (Oeste), ficou com um pé atrás. Temia gastar mais e perder receita. "Todo produtor fica, né. Ainda mais que tivemos um ano difícil na safra passada", afirma.
Cooperado da Copacol, ele aceitou o "desafio", proposto pela empresa de sementes e defensivos agrícolas Syngenta às cooperativas, no programa PIN Produtividade Integrada, que reúne soluções integradas para a cultura de soja (plataformas "Acelera IBP" e "Integrare"), milho ("Mais Maiz") e trigo ("Trigold").
Numa propriedade de 150 hectares, Hartman destinou cinco para o plantio de soja no programa da multinacional. E acabou colhendo 98,34 sacas por hectare, ultrapassando a meta de produtividade estipulada pela empresa, que usou como parâmetros indicadores agrícolas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) e Departamento de Economia Rural (Deral). Aderiram ao projeto 1,5 mil produtores de soja, trigo e milho do Sul do País e do Mato Grosso do Sul.
Segundo dados da Unidade Comercial Sul da Syngenta, a média de produtividade da cultura de soja na plataforma IBP nesses quatro estados é de 51,5 sacas por hectare. Com o programa, esse número subiu para 66,5. E nenhum dos sojicultores inscritos produziu mais do que Hartman.
"Acho que o que me permitiu ter alcançado esses resultados foi a tecnologia aplicada, a qualidade dos produtos e uma assistência técnica presente que me acompanhou durante todo o processo. Também contou o fato de que essa safra foi atípica, com chuva na hora certa", justifica o agricultor, que já pensa grande. "Eu quero alcançar os 100 sacos por hectare. Minha meta é essa."
Assim como ele, outros 61 produtores do Paraná se destacaram no programa PIN e foram premiados pela multinacional em encontro realizado no último dia 4 de julho num resort de luxo na Praia do Forte, badalado balneário turístico localizado a cerca de 50 quilômetros de Salvador. A empresa premiou ao todo 140 produtores.
Outro sojicultor que viu sua safra aumentar foi o engenheiro agrônomo de Goioerê (Noroeste) André Gustavo Coelho, cuja propriedade da família fica em Quarto Centenário (Noroeste). Ele também é cooperado da Copacol. "Plantamos 70 hectares do programa PIN e a produtividade foi a maior que tivemos desde que passamos a plantar soja", diz, enumerando como fatores importantes para o sucesso da safra a fertilidade do solo, a genética da semente, a técnica de manejo e o clima.
Em tempos de alta do dólar e insumos mais caros, Coelho sugere que a receita para encarar as intempéries do mercado é produzir mais. "Tivemos um aumento no custo, mas o preço de venda ainda está indefinido. Tentamos compensar isso com produtividade. Com produtividade maior conseguimos ter uma margem maior de lucro."
N O jornalista viajou a convite da Syngenta


