Paranaenses relatam demora para aderir aos transgênicos
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sábado, 27 de outubro de 2018
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
Os produtores paranaenses Sergio Komura, da região de Mauá da Serra, e Adílson Aparecido Francisco, de Londrina, afirmam que aderiram às sementes transgênicas somente depois de 2010. Parte do receio veio da insegurança jurídica causada pela contestação de alguns órgãos e governos pelo uso da tecnologia, o que acabou em 2005 com a aprovação da Lei da Biossegurança. No entanto, dizem que mesmo depois preferiram esperar a profissionalização do uso no campo. "Percebi que o pessoal estava apanhando bastante com essas novas variedades e esperei até 2010", diz Francisco.
Contudo, ambos defendem o uso dos transgênicos. "Uso desde 2013 e facilitou bastante o controle de ervas daninhas, além de diminuir o custo operacional porque só preciso entrar uma vez com o trator para fazer as aplicações", diz Komura. Ele cita ainda o aumento da produtividade e afirma que se mantém atualizado junto à cooperativa da qual faz parte, para saber qual a melhor opção de produto para os 1,5 mil hectares onde planta soja e milho, além das sementes convencionais de trigo e aveia.
Já Francisco considera que o aumento de produtividade é relativo. "O que mudou é que a janela de herbicidas ficou maior. Não sei se o custo mudou tanto, porque também tivemos aumento de resistência de algumas pragas, como o capim amargoso, e passamos a aplicar uma mistura de produtos que encarece."
Ambos afirmam que também pensam em reservar parte da área para sementes convencionais, mas há dúvidas. "Depois que aumentaram o tamanho do bônus, dá para pensar nisso", diz Komura.
A crítica de Francisco também é pela falta de lançamentos nesse tipo de variedade. "As convencionais que conhecia saíram do mercado e as atuais não são tão produtivas. Só que acho que as convencionais aguentam mais a chuva na hora da colheita", diz o produtor londrinense, que trabalha em 260 ha. (F.G.)


