Paranaenses aguardam mais geadas
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sexta-feira, 28 de maio de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Se em alguns momentos a chuva é imprescindível para a agricultura, em outros pode comprometer todo o trabalho do produtor. Esta adversidade foi vivida pelos cafeicultores paranaenses na última semana. Eles experimentaram cinco dias initerruptos de chuva e frio, que suspenderam o processo de colheita iniciado com antecedência há poucas semanas, ironicamente, em função da seca.
Segundo o técnico do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Paulo Caramori, além do café, as hortaliças também são bastante prejudicadas pela chuva. ''A umidade provocada por um longo período de chuvas pode acarretar doenças e comprometer as plantações'', disse.
Por outro lado, para as culturas de inverno como o trigo, que está em plena floração, quanto mais chuva, melhor. Mas o trigo, para crescer, gosta do frio, excedo na fase de emborrachamento e emissão da espiga. Para o técnico, a chuva ainda favoreceu a reposição dos níveis de água dos manaciais e nascentes da região, que encontravam-se insuficientes por conta da seca.
Previsão Nesta semana, as regiões de Guarapuava, os Campos Gerais em Ponta Grossa, Castro e Irati, entre outras, experimentaram as primeiras geadas do ano. E, de acordo com o meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Itamar Moreira, a previsão é de temperaturas baixas, chegando a números negativos no sul do Estado. ''No centro e no sul do Paraná poderão ocorrer geadas de moderadas a fortes. Já no norte do Estado, as geadas serão mais fracas'', explicou.
Para alertar os produtores sobre a ocorrência de geadas, há quase dez anos o Iapar disponibiliza o Disk-Geada. Segundo Paulo Caramori, as previsões são divulgadas com até dois dias de antecedência às unidades municipais da Secretaria de Abastecimento (Seab), à Emater e aos orgãos de comunicação, que irão difundir a informação até o produtor. No caso de geadas fracas, o alarme é dado na véspera.
''O agricultor treinado pela Emater já sabe como proceder em caso de geada'', afirmou o pesquisador, lembrando que as medidas preventivas são mais eficientes nas lavouras de café e hortaliças.
Para proteger o café é possível enterrar o pé quando este ainda é jovem, ou cobrí-lo com papel jornal. No caso das hortaliças, uma saída é irrigar a plantação durante a madrugada para evitar o descréscimo de temperatura ou protegê-la com plástico ou material vegetal. No caso de culturas anuais, Caramori sugere o zoneamento agrícola como a melhor solução para evitar surpresas durante a safra.
Sindicatos rurais e sociedades rurais
Disk-Geada: (43) 3391-4500


