Na última campanha de vacinação contra a febre aftosa, ocorrida em novembro do ano passado, o Paraná chegou a vacinar 9.282.512 cabeças de gado, o que corresponde a 97,39% do total do rebanho paranaense, que soma 9.530.828 animais. Mariana Filippi Ricciardi, médica veterinária do Departamento de Fiscalização Sanitária (Defis) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), anunciou qua a campanha foi um sucesso.
A próxima etapa de vacinação contra aftosa, informa Mariana, deverá ocorrer já no próximo mês de maio. Nesse período, todos animais de até 24 meses de idade deverão ser vacinados. Na campanha parcial de 2011, o Estado chegou a vacinar 97,02% de um total de 4.272.848 animais. ''O ideal seria vacinar 100% do rebanho, mas considerando que acima de 80% de índice de vacinação é considerado bom, estamos no caminho certo''. destaca.
Mariana afirma que atingir a marca de 100% de vacinação não é algo complicado, depende somente da decisão do pecuarista. Além disso, completa a pesquisadora, o comércio ilegal, que ainda é forte no Estado, principalmente na região Sudoeste, prejudica o objetivo do Paraná.
Exemplo
Dante Pazzanese, pecuarista e professor da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), de Piracicaba, conseguiu vacinar 100% de seu rebanho que, ao todo, soma 3.900 animais divididos em três propriedades. Duas no Paraná, mais precisamente nos municípios de Bom Sucesso e Paranavaí e outra em Mato Grosso do Sul, na região de Nova Andradina.
Durante todo o ano, Pazzanese estabelece um manejo criterioso na sanidade dos animais para dedicar o mês de novembro somente para vacinar os exemplares contra a aftosa. ''Antes de chegar a época de vacinação, faço o controle de parasitas, pesagem e a vacinação contra outras doenças'', explica. O pecuarista afirma que essas medidas trazem mais segurança ao seu negócio, pois com o devido planejamento, ele consegue proteger seus animais de todas as doenças. ''Possuo touros PO (Puro de Origem) de até R$ 20 mil, não posso por em risco esses animais'', sublinha.
Pazzanese afirma que se o produtor 'faltar' na vacinação, toda a cadeia produtiva sofrerá consequências. ''Muita gente não tem noção da importância da vacinação para manter o rebanho sadio'', salienta. Por meio de seu trabalho como professor da Esalq, Pazzanese conclui que transmitir aos futuros veterinários os devidos cuidados com o rebanho, é outro fator importante, já que eles serão responsáveis pelo desenvolvimento da pecuária brasileira.

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