Oferta cresceu 17% contra 4% de aumento de área
Curitiba - Os produtores paranaenses de soja não vão enfrentar a falta de semente este ano. A área destinada ao cultivo do grão cresceu em 120 mil hectares com relação a safra passada, o que equivale a cerca de 4%. Já a produção de semente teve um aumento de 17%, passando de 3,2 milhões de sacas de 50 quilos, para 4 milhões de sacas. O presidente da Associação de Produtores de Sementes (Apasem), Iwao Miyamoto, diz que pode haver falta de algumas variedades de sementes, mas não quantidade.
Miyamoto disse que os produtores não costumam mais comprar sementes produzidas em outros estados, a menos quando as próprias cooperativas mantém campos de produção além das fronteiras paranaenses. ''Essa prática de comprar semente, principalmente do Rio Grande do Sul, é coisa de cinco, dez anos atrás'', ressalta. Segundo ele, a falta de adaptação das sementes produzidas em outros estados ao clima paranaense foi o principal motivo que levou os produtores a abandonarem a compra de sementes de outros estados.
A Secretaria de Agricultura, no entanto, acredita que é possível que os produtores procurem semente em outros estados porque a área destinada ao cereal este ano deve ultrapassar em 500 mil hectares a quantidade existente de semente no Estado.
Cerco aos transgênicos - Para evitar que os produtores paranaenses recebam semente geneticamente modificada, a Seab está intensificando a fiscalização de todo material que entrar no Estado, independentemente da origem. O Rio Grande do Sul, por ter a maior área de produção de transgênicos do País, é o Estado mais suspeito. Porém, a fiscalização não se limitará ao material vindo de lá.
Conforme portaria da Seab, nesta safra só poderão entrar no Estado os lotes de sementes que apresetarem documentação composta por laudos negativos de transgeníase.
E o cuidado não é apenas com o que vem de fora. As 4 milhões de sacas de semente (50 kg) produzidas em 90 unidades no próprio Paraná, também estão sendo testadas. Até o final de setembro, a Seab terá gasto R$ 300 mil para custear os exames que darão aos produtores o laudo negativo, ou não, de transgeníase.

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