Paraná tem produção modelo
Em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), a produção alcança índices norte-americanos. O volume colhido de milho fica em torno de 166 sacas por hectare a mesma dos Estados Unidos, o maior produtor mundial enquanto a média nacional não passa de 61 sacas por hectare. Investimos em tecnologia, usamos pesquisas desenvolvidas por diversas entidades, sempre em busca de maior produtividade, conta Sérgio Higashibara, produtor há quase 40 anos.
Ele lembra que quando começou no agronegócio, a maior dificuldade era a qualidade do solo. Era um solo pobre, sem os nutrientes indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer cultura, frisa. O primeiro passo foi transformar o solo em produtivo e resolver alguns outros empecilhos da área de lavoura. O produtor, por exemplo, foi pioneiro do plantio direto no município. Ao longo dos anos, o solo foi melhorado e a plantação que havia começado com a batatinha passou a arroz e, hoje, envolve milho, soja, feijão, aveia e outros.
A rotatividade do plantio, segundo Higashibara, é importante para manter a estabilidade do produtor em momentos de crise e estiagem e para manter a média de produtividade. Ele reforça que investir em tecnologia e usar pesquisas trata-se de um processo fundamental para o bom desempenho do agronegócio. Se não tiver tecnologia, não temos onde pedir orientação. Isso é meio caminho andado para os bons resultados porque a gente não precisa fazer experimentações, diz, apesar de afirmar que antes de implementar novas técnicas e variedades de sementes procura fazer testes e analisar a produtividade. (E.Z.)





