Paraná tem estudo sobre transgênicos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de setembro de 2004
Reportagem Local 
O agricultor paranaense teria uma economia total de R$ 748 milhões caso plantasse apenas soja transgênica. A informação faz parte de um estudo conjunto elaborado pela Ocepar, Faep, Apasem, Abrasem e sociedades rurais do Estado. O estudo mostra vantagens do plantio em termos econômicos, ecológicos e também para a própria saúde, com a diminuição no uso de produtos químicos.
O documento está sendo enviado para as autoridades do Estado e do Brasil. ''Julgamos que o Paraná poderia ser pioneiro na implementação de um programa de rastreabilidade da soja paranaense,'' afirma uma parte do texto da correspondência, que foi encaminhada ao governador do Paraná, Roberto Requião, notadamente contra o cultivo transgênico no Estado.
O estudo evidencia que a maior economia é feita na redução do uso de herbicidas, num total de R$ 678,6 milhões. As instituições defendem a rastreabilidade com objetivo de atender tanto aos mercados que consomem soja transgênica quanto os que preferem a convencional.
Se os agricultores do Paraná plantarem 100% de soja transgênica, terão uma redução de 13,60% no custo total de produção e de 24,20% no variável, mostra o estudo. O documento traz a informação de que haveria menor contaminação ambiental com redução de 1,95 litros de uso herbicidas por ha. Considerando a área cultivada de 3,92 milhões de ha no Paraná, o resultado seria 7,64 milhões de litros de herbicidas a menos. Além disso, seria produtos com menor grau de toxidade: os produtores passariam a usar um único produto com classe toxicológica IV - faixa verde, contra a utilização de um coquetel com classes toxicológicas de II a IV - faixa amarela a verde. Outro ponto seria a redução dos custos com uso de máquinas/equipamentos/combustíveis equivalente a R$ 180,83 milhões.
Sobre o aumento aumento do custo da semente transgênica o estudo traz a seguinte informação: ''este aumento é baseado na estimativa da cobrança de royalties, efetuada no Rio Grande do Sul. Os custos com sementes passariam de R$ 115,70/ha para R$ 143,90/ha para a soja transgênica como resultado do pagamento da taxa tecnológica para as empresas de pesquisa referente à proteção de cultivares, de sementes, produzidas pelas entidades de pesquisa. No caso da cobrança de royalites é importante salientar que não concordamos com o critério adotado no Rio Grande do Sul.''
Por fim o documento mostra, com números, a economia sobre o valor bruto da produção. ''Comparando a redução de custos do cultivo de transgênicos com o valor bruto da produção no Paraná em 2003, temos o seguinte resultado: valor bruto da produção Estadual - R$ 28,01 bilhões; a soja participa com 24,7% deste total ou seja R$ 6,95 bilhões; redução de custos com o cultivo transgênico de R$ 748,96 milhões, o que representa 10,78% do valor bruto da soja paranaense ou 2,67% do valor bruto da produção paranaense.''


