Paraná segue em alerta no combate à nova praga
Com registro de presença da Helicoverpa armigena em 2012 na região de Londrina, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está em alerta. Segundo Marcilio Martins Araújo, gerente de sanidade vegetal da entidade, ainda não houve relato da presença da lagarta neste ano, inclusive nas lavouras de milho segunda safra. Em Londrina, lembra o especialista, o foco registrado no ano passado não gerou surto, para a sorte dos produtores locais.
Para levar a informação correta sobre a forma de lidar com uma possível infestação da lagarta, Araújo conta que a Adapar está fazendo seminários e colocando como prioridade a liberação de produtos já autorizados pelos Ministério da Agricultura para que sejam aplicados no Estado. Dos inseticidas liberados pelo Mapa, o Paraná só autoriza o uso de dois produtos para combater a Helicoverpa. "Queremos viabilizar a liberação para dar alternativas para os produtores", sublinha Araújo.
Além disso, a Adapar está preparando uma rede de monitoramento para auxiliar os produtores. Atualmente, a instituição possui 139 engenheiros agrônomos para atender os agricultores paranaenses. Araújo completa que o setor deve ficar em alerta. "Se o produtor identificar a ocorrência dessa lagarta, ele deve comunicar imediatamente a Adapar", recomenda o gerente.
Monitoramento
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa endossam a proposta de criação de um sistema de alerta para o controle da praga. A sugestão das entidades ouvidas pelo ministério seria a criação de grupos compostos por profissionais de múltiplas disciplinas, envolvendo entidades de pesquisas públicas e privadas, além de cooperativas, associações e fundações de pesquisas.
Nesse plano emergencial, que foi denominado de Programa de Manejo Integrado de Lagartas de Importância Econômica, deverá ser coordenado pelo Mapa e terá a função de disponibilizar informações sobre o complexo de pragas, principalmente a Helicoverpa armigera. O objetivo é capacitar profissionais sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e também o manejo de resistência de plantas transgênicas que expressam toxinas Bt. O programa deverá informar e capacitar técnicos, com o objetivo de identificar insetos-pragas e inimigos naturais.
Além de definir as estratégias para operacionalização do sistema de alerta, o plano deverá se responsabilizar pelo fomento e monitoramento de redes de pesquisa para avaliação de produtos químicos e biológicos, além da indicação de boas práticas agrícolas para a retroalimentação anual das recomendações técnicas a serem adotadas. Ao identificar pragas de grande impacto, essa informação deverá alimentar o sistema de alerta em um hotsite na internet que poderá ser criado e gerenciado pela Embrapa. Essas ações ainda estão em processo de discussão. (R.M.)





