As usinas e destilarias paranaenses pretendem dobrar a produção estadual de álcool injetando R$ 1,8 bilhão na industrialização da cana-de-açúcar. Com o capital, os canaviais deverão ser expandidos em mais de 150 mil hectares e o parque industrial ganhará novos equipamentos para atender a demanda.
Segundo o superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), Adriano da Silva Dias, das 27 empresas existentes no Estado, 16 apresentaram projetos que requerem financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BNDES). Os demais irão melhorar suas condições de trabalho com recursos próprios.
Dias calcula que outros R$ 400 mil devem ser empregados em um programa de geração de energia elétrica, que pretende vender o excedente produzido pelas indústrias ao Estado. ''A produção é sempre maior que o consumo'', ressaltou.
Na safra em andamento (2004/05), o Paraná deverá colher 28,5 milhões de toneladas de cana. Com os investimentos, a produção deverá ser acrescida em 12,750 milhões de toneladas, segundo Dias. Ele comemora também a criação de empregos. ''A cana é uma cultura que absorve muita mão-de-obra, por isso esperamos a criação de 16 mil empregos diretos e 45 mil indiretos com a expansão dos canaviais''.
Mercado Mais de 50% da safra já foi colhida. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná (Seab), 16,496 milhões de toneladas do produto já foram processadas, resultando em 507,4 litros de álcool e 792.223 t de açúcar. Pelo menos 7% da oferta interna de álcool deverá ser exportada.
O Paraná deverá exportar cerca de 200 milhões do 1,2 bilhão de litros de álcool produzidos este ano. Países da Europa e o Japão são o principal mercado. Outros 200 milhões de litros devem atender os estados vizinhos como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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