Paraná poderá ter vacinação vigiada
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sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Da Redação 
Vacinação vigiada contra febre aftosa. Esta é a principal proposta a ser discutida no próximo dia 3, em Curitiba, pelo Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária. O objetivo é fazer com que os 399 municípios paranaenses apoiem a medida e haja um comprometimento de toda a sociedade.
A sugestão foi apresentada pelo Secretário de Agricultura e do Abastecimento do Estado, Antônio Leonel Poloni, no último dia 14, em Loanda, no Noroeste do Estado, durante o Seminário Estadual sobre Comercialização de Carne Bovina com Qualidade.
A alternativa, segundo Poloni, visa fazer com que os quase nove milhões de bovinos sejam imunizados de 1º a 20 de novembro próximo, na segunda etapa da campanha de vacinação, com agulhas oficiais, por equipes treinadas nos municípios e sob supervisão técnica do sistema estadual de agricultura. Temos que tomar todas as decisões, inclusive aquelas consideradas mais drásticas, para não sermos surpreendidos por eventual foco de aftosa, advertiu Poloni.
Compra e não vacina O Paraná tem cerca de 197 mil propriedades rurais voltadas à pecuária de corte como atividade principal ou complementar. Grande parte dos pecuaristas estão conscientizados sobre a importância da sanidade de seus rebanhos, mas ainda predomina uma resistência quanto à vacinação obrigatória que era obrigatória por lei.
São conhecidos casos de criadores que em campanhas passadas, adquiriram as doses contra aftosa, mas não efetuaram a imunização. Simplesmente, preferiram jogar as vacinas no lixo do que aplicá-las nos animais.
Cuidado na fronteira A proximidade territorial entre Paraná e regiões onde pode existir o foco da doença preocupa a Secretaria de Agricultura. Poloni questiona, por exemplo, a liberação internacional do Paraguai, considerado área livre de aftosa. Os critérios foram mais políticos do que técnicos.
Para as pessoas que moram em regiões de fronteira Poloni faz um alerta: evitar a compra de carne com osso, mesmo que o produto seja mais barato
no comércio do País vizinho. Quem garante a qualidade sanitária de um produto que chega ilegalmente ao Brasil?
Para Poloni, a manutenção do atual status de livre de aftosa com vacinação, com reconhecimento internacional, depende do envolvimento de toda a sociedade paranaense. Segundo ele, a volta da aftosa no Rio Grande do Sul foi uma falha no trabalho de vigilância sanitária.Não podemos cometer o mesmo erro aqui no Paraná, declarou.
Poloni considera também que as autoridades sanitárias brasileiras devem oferecer apoio ao Paraguai, pela fragilidade estrutural daquele país em controlar doenças viróticas de fácil disseminação, a exemplo da febre aftosa.Onde tem animal e homem, tem risco da doença retornar, avisa.
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