Geadas, seca e chuvas na hora da colheita foram responáveis pela perda de 19,5% das semente de trigo no Paraná. O presidente da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), Iawao Miyamoto, apresentou esta semana um relatório à Associação Brasileira (Abrasem) para ser encaminhado ao Ministério da Agricultura na segunda-feira mostrando as necessidades do setor.
O levantamento foi feito junto a cada um dos 80 produtores paranaenses. Nos seis núcleos regionais da Apasem as perdas estão assimd distribuídas: Norte - 20%, Maringá: 41%; Ponta Grossa, 22%; Sudoeste:45% e Guarapuava e Londrina não tiveram perdas.
No núcleo da região Norte o prejuízo maior foi em função da seca durante a vegetação do trigo, implicando em baixa da produividade. A chuva esparsa, egundo Miyamoto, impediu um prejuízo maior durante o período de colheita.
No restante do Paraná o prejuízo maior se deu em função da geada.
No entanto, a quebra não chegou a prejudicar o abastecimento para a safra do próximo ano, segundo Miyamoto, caso não haja nenhum problema como mais chuvas, granizo, produtor de semente não conseguir comprar matéria-prima, quebra de germinação na análise laboratorial, reprovação de semente pela certificação da secretária de Agricultura do Estado.
Ano retrasado, de acordo com o presidente da Apasem. a geada forte provocou um prejuízo de 50% nas lavouras de trigo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 2001 foi normal com sobra de semente e este ano se não houver mais nenhum problema a oferta está equilibrada.
A necessidade real de sementes para a próxima safra, dentro da projeção de aumentar de 10% a 15% a área de plantio do Estado, que saltará de 950 mil hectares para 1.050 a 1.100 milhão, é de 2.700 milhões de sacas 50 quilos de sementes.
Segundo Miyamoto, de acordo com o levantamento feito junto aos produtores a meta é de produzir 2.900 milhões de sacas. O preço do trigo industrial está excelente, de acordo com o presidente da Apasem: R$ 36,00 a saca de 60 quilos contra R$ 20,00 no ano passado. Esta supervalorização se deve, de acordo com Myiamoto, á falta de matéria-prima, falta do trigo argentino, subida do dólar e quebra da safra brasileira.

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