Paraná não tem produção competitiva
O Paraná não tem tradição na produção de arroz, apesar de algumas tentativas na década de 90. O solo e o reduzido número de áreas alagadas não favorecem o cultivo do arroz. Entre a lavoura irrigada e a sequeira, o Estado produz uma média anual de 180 mil toneladas, oscilando entre a 10 e a 13 colocação no ranking da produção nacional.
A região de Paranavaí é a maior produtora do Estado com 33 mil toneladas das 100 mil de arroz irrigado. São sete mil hectares em produção, a maior parte concentrada nos municípios de Querência do Norte, Umuarama, especialmente em Vila Alta.
Mas a falta de um manejo adequado do solo está prejudicando a produtividade. Muitas áreas estão sendo exploradas há quase 20 anos, sem alternância com outras culturas. Isto, além de rejudicar o solo, ainda facilita a sobrevivência de pragas e doenças. A introdução do sistema de rotação de culturas é relativamente recente e nem todos os agricultores adotaram esta tecnologia.
Objetivo atual dos técnicos é tentar eliminar o ''arroz vermelho'' uma praga que dizima a lavoura de arroz e chega a desanimar os produtores que em muitos casos abandonam o cultivo. O plantio de soja, com uma variedade adaptada para condições de umidade, é uma das alternativas para eliminação do arroz vermelho. Segundo os técnicos, uma sequência de dois a três plantios de soja nas áreas utilizadas para o arroz, é suficiente para acabar com a praga porque o arroz vermelho acaba sendo ''abafado'' pela oleaginosa. Além disso, durante a rotação de cultura, o produtor acaba se beneficiando porque a soja é uma cultura com liquidez no mercado. Mas a soja tem outras funções, como a de ''quebrar'' o ciclo de bragas e agentes de doenças. Os primeiros resultados de três anos de pesquisa do Iapar são animadores, segundo o especialista em arroz, Mário Fukoshima.





