Paraná luta contra risco de febre aftosa
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sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
Os focos de febre aftosa registrados no Mato Grosso do Sul (MS) puseram o Estado em alerta. Apesar de ter vacinado 98,76% de seu rebanho na última campanha de vacinação, ocorrida em maio deste ano, o Paraná ainda corre o risco de ser infectado. ''Os focos da doença ainda não estão totalmente controlados. Intensificamos a fiscalização e só vamos diminuir as restrições nas fronteiras quando o problema no Mato Grosso do Sul for resolvido'', afirma o vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti.
O Paraná fechou as divisas para a entrada de animais vivos, seus produtos e subprodutos. Normalmente, o Estado fiscaliza apenas suas divisas internas; as fronteiras internacionais ficam a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Devido ao risco de contaminação, atualmente o governo estadual está dando apoio também a essas fronteiras, no intuito de fortalecer as barreiras e proteger o rebanho.
''As propriedades que receberam animais provenientes do Mato Grosso do Sul nos últimos 60 dias estão sendo monitoradas'', informa Silmar Burer, secretário executivo do Conselho Estadual de Sanidade Animal (Conesa). O Paraná também buscou antecipar a campanha de vacinação prevista para começar em 1º de novembro, mas não obteve autorização federal.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) orienta as pessoas a não irem aos locais infectados, e recomenda um cuidado extra com a higiene pessoal, além de roupas e calçados. O próprio governo está desinfectando pessoas e automóveis provenientes do MS.
Tanto a Sociedade Rural do Paraná quanto o Conesa pediram aos produtores que vacinem seu plantel já no começo de novembro, data prevista no calendário oficial para o início da vacinação contra a febre aftosa.
Apesar de todas as medidas tomadas depois do surgimento do primeiro foco da doença, a redução na verba do governo federal destinada à sanidade agropecuária é bastante criticada pelo governo estadual e produtores. Ambos os lados alegam que o Paraná não recebe esses recursos há três anos. ''Sem a verba, não há como investir em pesquisa, faltam recursos para a fiscalização de portos, aeroportos e divisas e até para realizar testes que analisem o poder de imunização da vacina'', justifica Edson Neme Ruiz, presidente da Sociedade Rural do Paraná.


