Paraná lidera produção de mel com crescimento de 14,6%

Tendo como base o ano de 2019, o Paraná produziu 7.229 toneladas, totalizando valor de R$ 7,215 bilhões

Reportagem local
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A produção paranaense de mel cresceu 21,5% nos últimos cinco anos
A produção paranaense de mel cresceu 21,5% nos últimos cinco anos | iStock
 


O Paraná conquistou a liderança entre os estados produtores de mel em 2019. A Pesquisa Pecuária Municipal, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o Estado produziu 7.229 toneladas, um aumento de 14,6% sobre o ano-safra de 2018, cuja produção foi de 6.307 toneladas. A análise sobre as produções paranaense e brasileira está no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.


O documento referente à semana de 8 a 13 de novembro informa que o Paraná superou o Rio Grande do Sul, que tradicionalmente ocupava o primeiro lugar, mas que em 2019 produziu 6.262 toneladas de mel.




A pesquisa do IBGE mostra que a produção nacional em 2019 foi de 45.981 toneladas, 8,5% maior que a de 2018, de 42.378 toneladas. Em 2017, a produção brasileira somou 41.696 toneladas.


O boletim do Deral aborda ainda – de acordo com a pesquisa – que o valor da produção nacional de mel, em 2019, foi de R$ 59,259 bilhões, enquanto que o da produção paranaense foi de R$ 7,215 bilhões (12,2%).


Segundo o médico veterinário do Deral Roberto Carlos Andrades, que fez a análise da pesquisa do IBGE, nos últimos cinco anos (2015 a 2019) a produção nacional de mel cresceu 21,5%. A paranaense, no mesmo período, cresceu 15%, partindo de 6.287 toneladas em 2015.


Considerando o ano de 2019, os demais principais estados produtores de mel, em ordem de volume de produção, foram: Piauí (5.024 toneladas), em terceiro lugar, depois do Paraná e do Rio Grande do Sul; São Paulo (4.527), Minas Gerais (4.227), Santa Catarina (4.081), Bahia (3.942) e Ceará (2.677), na oitava colocação.


Em 2018, os principais estados produtores foram, em ordem de volume de produção, o Rio Grande do Sul (6.428 toneladas), na liderança; Paraná (6.307), Piauí (5.225), São Paulo (4.124), Minas Gerais (4.077), Santa Catarina (3.753), Bahia (3.213), Maranhão (2.217) e Ceará (2.113), em nono lugar no ranking.


Trigo 

 Outro destaque no último  boletim  foi a produção de trigo, cuja safra 2020 está chegando ao fim. A pesquisa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta o Paraná como maior produtor entre os estados brasileiros, com 3,1 milhões de toneladas.


Esse volume é quase 700 mil toneladas superior ao do Rio Grande do Sul, que enfrentou problemas climáticos mais severos. Somadas, as safras do Paraná e Rio Grande do Sul representam 86% da produção nacional de 6,4 milhões de toneladas. Como a safra paranaense está 97 % colhida e a gaúcha tem mais de três quartos colhidos, é possível afirmar que a produção brasileira deve ficar muito próxima à estimativa apresentada neste mês, afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.


Segundo o técnico, o balanço de oferta e demanda ainda traz muitas incertezas devido à pandemia e à desvalorização do Real, de aproximadamente 30% neste ano, afetando as compras, e também à dificuldade de prever como será o consumo e as exportações. O ano safra do trigo iniciou em agosto, e no trimestre agosto, setembro e outubro houve manutenção das importações. Isto indica que a demanda também pode ser similar à do mesmo período do ano passado, já que em outubro ocorreu a entrada da safra local. Com isso, diminuiu a necessidade de compras em um momento de Real desvalorizado e de preços internacionais em ascensão.





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