Será lançado na próxima sexta-feira, dia 4, em Guarapuava, o Programa Estadual de Rastreabilidade Bovina e Bubalina do Paraná. O evento terá a presença do governador Roberto Requião e representa um reconhecimento ao trabalho já desenvolvido no município pela chamada Aliança Mercadológica, que reúne 12 pecuaristas.
Para promover a rastreabilidade bovina no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (MAPA) credenciou empresas certificadoras. No Paraná, numa iniciativa inédita no País, o governo criou a CERT/SEAB/DDSA, uma certificadora pública.
O lançamento do programa em Guarapuava terá duas etapas. Primeiro no Centro de Desenvolvimento Educacional e Tecnológico, o Cedeteg e, a seguir, na Chácara Bela Vista, no Distrito de Entre Rios, onde acontece a brincagem de animais, uma das exigências do programa.
Segundo Enio Sander, um dos pecuaristas que participam da Aliança Mercadológica, Guarapuava foi escolhida para ''a largada do programa, lançado pelo Ministério da Agricultura, por já desenvolver um padrão de qualidade na produção de carne e buscar alternativas para a comercialização de bovinos precoces.''
De acordo com o veterinário Licius Pollatti, coordenador regional da Divisão de Defesa Sanitária Animal, da Seab, Guarapuava tem um núcleo de pecuaristas bem organizado e pode servir de exemplo para outras regiões do Paraná.
Segundo o veterinário, o programa de rastreabilidade a ser desenvolvido no Estado, deverá garantir a oferta de um produto de ''alta confiabilidade'' ao consumidor, com o rastreamento desde o nascimento até a entrega do animal no frigorífoco.
Todo o controle dos dados dos animais servirá também, acredita o veterinário, para incrementar a seleção genética de rebanhos destinados à produção de carne no Paraná.
O programa de rastreabilidade, além de contar com apoio do serviço da defesa sanitária animal, estará integrado ao serviço de cadastros das propriedades, emissão de guias de trânsito animal (GTA) e Sistema Brasileiro de Identificação de Origem Bovina (SISBOV) do MAPA.
Segundo o veterinário Licius Pollatti, por enquanto, a rastreabilidade está sendo feita somente em animais que serão abatidos para a venda da carne aos países da União Européia. A partir de dezembro, no entanto, toda a carne a ser exportada, para qualquer país, terá que partir de animais rastreados, na origem.
Para o secretário municipal de Agricultura de Guarapuava, Mauro Battistelli, a carne com marca, identificada, com controle desde a origem, no processamento e na distribuição, trabalho que já é feito pela Aliança Mercadológica, deverá conquistar maior número de consumidores e ampliar as alternativas de comercialização para os pecuaristas.

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