Se o clima continuar favorável o Paraná deverá confirmar o recorde estimado para a produção de milho nesta segunda safra. Ao todo o Estado já possui mais de 24% de área colhida e estima produzir 10,3 milhões de toneladas no atual ciclo, 4 milhões a mais do que se comparado à safra 2010/11. Marcelo Garrido, economista do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), afirma que esse cenário é inédito na história da agricultura do Paraná.
Além do clima favorável, o aumento da área plantada neste ano, motivado pelos bons preços de mercado, contribuiu para a atual estimativa de recorde. Nessa safra, o Paraná destinou 2 milhões de hectares em área para a cultura do milho, ante 1,69 milhão referente ao ciclo 2010/11. Garrido completa que além do aumento da produção, o mercado para a comercialização do grão está favorável. ''Em uma situação normal, de elevada oferta, era para os preços da commodity caírem. Mas devido à quebra na safra americana, ocasionada pela estiagem que atinge aquele país, os preços se aqueceram'', explica o economista.
A economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Gilda Bozza, afirma que os preços seguem em patamares elevados e tenderão a continuar assim. ''Atualmente o valor da saca de milho está em R$ 25,84 para o mês de julho, 24% superior se comparado ao mês anterior'', sublinha. Em junho, o preço da saca de 60 quilos fechou em R$ 20,79.
A safra
Garrido, do Deral, completa que a safra transcorreu muito bem, com pequenos problemas pontuais em algumas localidades do Estado. Olga Agulhon, produtora na região de Maringá, afirma que nesse ano, devido à alta incidência de chuva que atingiu os municípios que circundam a cidade, houve uma alta infestação por fungos nas lavouras de milho. Além disso, a agricultora conta que também sofreu com a estiagem no início do plantio da cultura. Mesmo assim, ela espera uma boa safra neste ano porque aumentou a área plantada. Em uma área de 120 hectares, a produtora espera colher neste ano um pouco mais que 25 sacas por hectare. Na safra 2010/11 Olga plantou 120 hectares e colheu 20,8 sacas por hectare.

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