A colheita das primeiras lavouras de milho, esta semana, não chegou a derrubar os preços, como acontece em anos de equilíbrio entre produção e consumo. Os preços não são aqueles de novembro e dezembro (até R$ 24,00) , mas não caíram tanto como mostram as médias de janeiro no Paraná (ver gráfico).
Colheitadeiras entraram em lavouras de pelo menos três regiões - Ponta Grossa, Jacarezinho e Francisco Beltrão. O grosso da colheita, porém, deve ocorrer a partir de fevereiro e é ilusório achar que a oferta de milho novo não exerce influência sobre o mercado, apesar do quadro nacional de escassez.
Nesta safra de verão o Paraná deve colher 7,380 milhões de toneladas para um consumo de 7,5 milhões e uma demanda de 11,5 milhões porque atende os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Os números encorajam o plantio de risco da safrinha, logo após a colheita da soja, apesar das boas perspectivas para o trigo, com quem o milho disputa área.
O Departamento de Economia Rural (Deral) mantém a previsão de crescimento da safrinha, em torno de 17% sobre a área do ano passado (998 mil hectares e uma produção de 2 milhões de toneladas). A projeção agora é para 1 milhão e 170 mil hectares para uma produção de 4 milhões de toneladas.
A Secretaria da Agricultura, através do Deral, está sugerindo ao governo federal a criação de subsídios parciais para o seguro e suporte à comercialização através de contratos de opção. No segundo caso, contratos de opção, parece dispensável pelas boas condições que o mercado sinaliza. A questão é que se trata de uma lavoura de risco que requer suporte oficial.
Pelo mesmo motivo o produtor não pode prescindir de seguro. Na safra de 2002 as condições de clima - forte estiagem - foram responsáveis pela quebra de 40%. Já na safra de 2000 as perdas foram de 67%, segundo confirmou esta semana a engenheira agrônoma Vera Zardo, coordenadora do Deral.

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