Paraná
investe em
qualidade
O Paraná, que já conta com um modelo tecnológico avançado de adensamento, investe agora na melhoria da qualidade, treinando produtores e técnicos em práticas de colheita e pós-colheita que vão determinar o tipo da bebida.
Reuniões e Dias de Campo já estão sendo realizados em várias regiões. Dados divulgados pela Emater mostram que a derriça no chão ainda é feita em 64% (36% no pano) das propriedades. O objetivo da campanha Café Qualidade Paraná é mudar esta realidade. A colheita no pano não onera o custo de produção, nem é mais difícil do que a colheita no chão. Dizem os especialistas que é só uma questão de mudar o hábito do produtor.
Outra recomendação é fazer a colheita parcelada, no mínimo duas vezes, para não misturar o café maduro com o café verde. Deve-se evitar também deixar o grãos secarem nas árvores. Nas regiões mais quentes o problema é pior, porque o grão seca mais rapidamente e pode fermentar. E nas regiões de clima mais ameno o risco está em colher verde.
O novo modelo tecnológico de cultivo de café adensado no Paraná já tem forçado, de certa maneira, a colheita no pano, mas o índice ainda é baixo. Existem falhas também no processo de secagem no terreiro e no armazenamento, principalmente em relação ao teor de umidade. O Paraná cultiva hoje 129 mil hectares distribuidos em 210 municípios, envolvendo 17 mil produtores.
(C.C.)

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