O presidente da Faep, Ágide Meneguette, fez esta semana (em Londrina, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Umuarama e Maringá), uma retrospectiva da luta de entidades como a Faep, Sindicatos, Ocepar e órgãos do governo, em defesa da sanidade das carnes paranaenses e em benefício das exportações, que já rendem bilhões de lucro para o Estado. Ele falou nos fóruns sobre rastreabilidade da carne - um novo desafio. Lembrou de conquistas, avnaços e problemas. Sobre aftosa foram 30 grandes smeinários e mais de 700 reuniões técnicas.
Meneguette lembrou ainda as principais etapas para chegar a exportação da carne, a começar da classificação do Paraná como Estado livre de aftosa. ''Embora seja uma novidade, a rastreabilidade faz parte de um processo de modernização que começou em 1996, quando o Paraná foi eliminado do Circuito Pecuário Sul porque não tinha 24 meses sem a ocorrência de aftosa'' - disse.
Naquele ano - lembrou Meneguette - teve início um grande esforço para conquistar mercados. A exportação de carne bovina, que era de 15,8 milhões de dólares em 1998, chegou a 43 milhões no ano passado (172%). E, no primeiro semestre deste ano, já foram quase 25 milhões de dólares, o que leva o presidente da Faep a projetar 50 milhões de dólares até o final do ano.
Mais exportação significa mais impostos para o Estado, mais emprego no campo e nas indústrias. É geração de riqueza.
Sobre a rastreabilidade, a idéia que as autoridades estão passando é que ela é obrigatória para quem vende animais aos frigoríficos que exportam para a União Européia (UE), tem mais duas etapas já definidas: a partir de dezembro de 2003 será obrigatória para exportações para países fora da UE e, em 2005, esta rastreabilidade será universal nos Estados que estão livres da aftosa. Todos os bovinos e búfalos terão que ser identificados no sistema Sisbov.
Este foi um dos pontos mais destacados esta semana, durante o ''Fórum sobre Rastreabilidade de Bovídeos'', promovido pelo Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária (Fundepec).
No encontro foi apresentado o programa de certificação e rastreabilidade a ser executado no Estado do Paraná. O Conesa distribuiu uma ''cartilha'' elaborada com o apoio do SENAR-PR com explicações didáticas sobre cada etapa do programa incluindo o brinco de identificação dos animais e cadastro das propriedades.

mockup