Paraná estuda produção de lúpulo
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sexta-feira, 14 de março de 2014
Reportagem Local 
O Paraná estuda a possibilidade de implantação de uma cadeia produtiva de lúpulo no Estado a partir de projeto apresentado por uma empresa de pesquisa científica na área farmacêutica e agropecuária, que estuda a viabilidade de produção da cultura no País e encontrou no Paraná potencial para desenvolver o setor produtivo. O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e representantes de entidades ligadas à tecnologia agrária se reuniram na última segunda-feira, em Curitiba, para discutir o tema.
O lúpulo, mais conhecido como matéria-prima para a produção de cerveja, possui outras aplicações e ainda não é produzido no Brasil, sendo importado de outros países. "O lúpulo se desenvolve em clima frio, por isso não é produzido no Brasil. No Paraná, a região Sul tem potencial para a produção de lúpulo, em função do clima", analisa Cirino Corrêa Júnior, coordenador do projeto de plantas potenciais do Instituto Emater.
"A prioridade no momento é reunir interessados em levar esse projeto adiante. Estudar e discutir as possibilidades, o potencial de produção e a tecnologia necessária para isso", esclarece Ortigara. De acordo com o secretário, o cultivo da planta exige conhecimento aprofundado por parte dos produtores e ainda necessita de pesquisas para ser implementado no País.
Agricultura familiar
Tratado como um mercado promissor, o lúpulo abre a possibilidade de se tornar uma alternativa de renda para a agricultura familiar do Estado. Em especial nas regiões de clima frio, onde poucas culturas se desenvolvem. "Com a produção em climas propícios e a orientação técnica adequada aos produtores, o Paraná tem chances de criar esta cadeia produtiva. É uma aposta, mas com grandes possibilidades", afirma Cirino.
De alta rentabilidade no mercado mundial, a aplicação da planta em outras áreas vem sendo estudada nos últimos anos. Além do mercado cervejeiro, o lúpulo pode ser trabalhado nas indústrias farmacêutica, alimentícia, de cosméticos e biocombustível.
"É uma possibilidade boa que nos foi apresentada e agora temos que trabalhar em conjunto para desenvolver. O primeiro passo é incrementar o projeto para encontrar parceiros e aprimorar os estudos. É um projeto de longo prazo", acredita Ortigara.


