Representantes do governo do Paraná e de entidades ligadas à agropecuária do Estado propuseram na última terça-feira ao governo federal a liberação de R$ 200 bilhões para financiamento da safra agrícola e pecuária em 2014/15, sendo R$ 170 bilhões para atender a agricultura empresarial e R$ 30 bilhões para atender a agricultura familiar.
Desse total, o Paraná deve absorver em torno de 20%, que é o volume médio de recursos estimados para dar o suporte à safra de grãos que o Estado produz, também em torno de 20% da produção nacional, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
A ocorrência da última estiagem que provocou prejuízos aos produtores de soja e milho e à economia paranaense em geral comprova a necessidade de recursos para o produtor não desanimar e continuar plantando, diz Ortigara.
A apreensão no Paraná é com a redução na produção de sementes de soja, cujos campos foram afetados pela seca e, se não houver apoio do governo federal, pode comprometer o desempenho da próxima safra de verão.
As propostas foram discutidas em Curitiba pelos dirigentes dos governos federal, estadual e pelas entidades que representam os agricultores, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), além de agentes financeiros e técnicos do setor agropecuário.
Na safra em andamento 2013/14, o setor agrícola nacional foi contemplado com um total de R$ 157 bilhões, sendo R$ 136 bilhões para a agricultura empresarial e
R$ 21 bilhões para a agricultura familiar. Ortigara defendeu a ampliação de recursos para o setor agrícola para que o produtor rural possa continuar investindo em tecnologia, faça um bom cultivo e continue contribuindo com os excelentes resultados do setor à balança comercial brasileira.
Somente o agronegócio contribuiu com um superavit de R$ 83 bilhões na balança comercial de 2013.

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