Numa demonstração sobre o desempenho da avicultura brasileira, em especial a paranaense, que em agosto registrou um crescimento de 82,01% das exportações de frango de corte, poderíamos ilustrar dizendo que, na guerra mundial por mercado, o produto é uma máquina de fazer dinheiro, resultado de alta tecnologia, com os mais baixos custos de produção do mundo.
Atento às exigências deste mercado, o Paraná está disciplinando o trânsito de aves para evitar que nossa galinha dos ovos de ouro - a eficiência brasileira na produção - voe para outros países como os Estados Unidos.
Os norte-americanos têm a previsão de produzir este ano 16.233 toneladas de carne contra 9.700 toneladas do Brasil, garantindo a liderança no ranking mundial, enquanto estamos na terceira colocação, atrás ainda da China.
A resolução 94/2006, que normatiza ainda produtos e subprodutos, resíduos de criatórios, incubatórios e abatedouros, assinada na semana passada pelo secretário estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Newton Pohl Ribas, em Maringá, durante o III Encontro Técnico Unifrango Agroindustrial, é uma estratégia para que o Estado se mantenha como o primeiro exportador brasileiro de frango de corte.
No mês de agosto, o estado respondeu por US$ FOB 104. 318,622, sendo que em julho o mercado já havia registrado um crescimento de 9%, fechando em US$ FOB 57.298,640.
Das 299 toneladas de carne de frango do Brasil exportadas em agosto para 150 países, 97 mil quilos saíram do Paraná, o que representa 30% do total. Porém, os que não conseguem enxergar através de números, os efeitos do poder dessa máquina de produção brasileira, a afirmação de Hélio Shorr, gerente de exportação da Big Frango, pode ajudar a visualisar esse cenário positivo:
''O Brasil consegue organizar e desorganizar o mercado mundial. O nosso custo e preços são os mais baixos do mundo. Porque somos o principal personagem dessa história. Qualquer reação do país interfere no mercado produtor e no mercado consumidor em que os grandes personagens são o Japão, China e Hong Kong'', ressalta Shorr.
É o mesmo que dizer que o Brasil tem o mercado na mão, segurando ainda mais firme essa condição privilegiada ao criar medidas como a resolução paranaense.
''Essa notícia é muito importante e vem acompanhada de outras, fortalecendo a avicultura. A regionalização fará com que tenhamos mais credibilidade no mercado internacional, o que acontece num momento em que o Paraná está comemorando um recorde nas exportações'', avalia Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e vice-presidente da região sul da União Brasileira de Avicultura (UBA). (F.L.)

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