A sigatoka negra já está em todas as áreas de cultivo comercial de banana do norte do Paraná. A informação é do engenheiro agrônomo Eduardo Alves da Silva, do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal (Defis) do escritório regional da Seab em Londrina, que fez o levantamento do ataque da doença na região.
Com a doença a Seab promoveu a suspensão do sistema de certificação fitossanitária e de permissão de trânsito no Estado. O órgão está firmando parcerias de trabalho junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa e associação de produtores. Nunes destacou que ainda não se sabe qual será o comportamento do fungo nos bananais do Paraná. A Seab não possui também uma relação de fungicidas autorizados para o controle. ''Estamos nos adequando a essa nova realidade'', justificou.
A sigatoka negra foi identificada pela primeira vez em 1963, na Ásia. Em 1972 ela chegou à America Central. No Brasil, em 1998, a doença os bananais da Amazônia. Em junho de 2004, ela foi detectada no Vale do Ribeira (SP). No Paraná, levantamentos do Defis constataram a doença, no ínicio de agosto, nas três regiões produtoras de banana do Paraná.
A disseminação da sigatoka negra se dá por esporos do fungo que podem ser levados pelo vento, mudas ou folhas infectadas. Os esporos podem ficar aderidos nas embalagens, caixas, frutos, roupas e até nos veículos que transportam a fruta.
Pequisas da Embrapa já disponibilizam cinco variedades de bananas resistentes ao ataque do fungo. No início da semana, a Embrapa Amazônia Ocidental, em Manaus, lançou mais duas cultivares, a Prata Caprichosa e Prata Garantida, que também são resistentes à sigatoka amarela e ao mal-do-Panamá.(C.G.)

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