Paraná apreende agrotóxico contrabandeado
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sábado, 09 de novembro de 2002
Reportagem Local 
A Polícia Civil do Estado do Paraná investiga o envolvimento de quase 20 pessoas com o crime de pirataria e contrabando de agrotóxicos. Termos de Declarações registrados em Delegacias de Polícia do Estado, do mês de julho até agora, mostram que 17 cidades foram alvo de ação policial, com a convocação de agricultores e comerciantes para esclarecimentos. O maior número de casos concentra-se nas regiões Oeste e Centro-Oeste.
As denúncias chegaram às autoridades por meio do Disque-Denúncia 08009407030, criado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Agrícolas (Sindag) e pela Associação Nacional dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas (Andav), entidades que mantêm uma campanha nacional de combate ao contrabando de agrotóxicos.
Os municípios onde a Polícia Civil registra suspeitas de contrabando de agrotóxicos são os seguintes: Toledo, Assis Chateaubriand, São Miguel do Iguaçu, Matelândia, Jussara, Marialva, Maringá, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste, Faxinal, Palotina, Tupãssi, Palmitolândia, Terra Roxa, Pitanga, Nova Aurora e Quatro Pontes.
Há poucos dias, a Polícia Militar do município de Corbélia apreendeu uma carga contendo mais de 600 kg de herbicidas contrabandeados. O volume estava em poder de um motorista, preso na cadeia local, que afirmou ter sido contratado para levar os agrotóxicos até a cidade de Tangará da Serra, no Estado de Mato Grosso. O flagrante aconteceu no estacionamento de um restaurante frequentado por ''sacoleiros'' e reuniu 6.395 embalagens de agrotóxicos ilegais, segundo a polícia.
Já na cidade de Jussara um mecânico de autos, em depoimento prestado recentemente a um delegado local, admitiu comercializar agrotóxicos contrabandeados. Um topógrafo, ouvido por um delegado em Assis Chateaubriand, revelou ter vendido agrotóxicos oriundos do Paraguai até o mês de agosto passado. Afirmou, porém, ter-se afastado da atividade. Um engenheiro agrônomo foi ouvido em Pitanga. Comerciantes e vendedores de defensivos agrícolas prestaram depoimentos nas cidades de Nova Aurora e Maringá - onde duas revendas de defensivos também foram vistoriadas, sem apresentar, contudo, irregularidades.
Desde o início da campanha nacional contra a pirataria e o contrabando de agrotóxicos, o Disque-Denúncia mantido pelo Sindag e pela Andav já contabiliza cerca de 250 chamadas. Os relatos são imediatamente encaminhados às polícias Civil e Federal. A partir dessas denúncias, anônimas, as autoridades já efetuaram apreensões de agrotóxicos ilegais em diversas cidades do Brasil, sobretudo nas regiões Sul e Centro-Oeste.


