Paraná adota medidas mitigadoras de poluentes
Há muito o que o agronegócio pode fazer para contribuir com a redução dos gases que causam o efeito estufa. Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, afirma que é possível fazer uma agricultura de baixo carbono. A proteção do solo, segundo ele, é uma das medidas que mais contribui para o meio ambiente.
"Temos que proteger o solo elevando o índice de matéria orgânica." Ortigara explica que, para isso, é necessário aumentar a palhada no solo, reduzir a erosão e construir barreiras para retenção de água, que acaba infiltrando no subsolo. A adoção de um manejo adequado, como elevar a qualidade do plantio direto e a construção de curvas de nível e terraços, já são medidas que ajudam a construir uma agricultura mais sustentável.
Outro ponto que o secretário coloca é a manutenção ou reconstrução das Áreas de Preservação Permanente (APP), principalmente as matas ciliares. A adoção dessas técnicas possibilita que rios e lagos não sofram com a erosão. Além disso, a manutenção da mata nativa contribui para a manutenção da biodiversidade, que acaba até mesmo ajudando a agricultura com a proliferação de predadores naturais de pragas.
O secretário estadual observa que há um esforço grande não só do Paraná, mas de todo o Brasil em melhorar as condições ambientais no agronegócio. A criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma delas. Se uma propriedade estiver fora dos parâmetros exigidos pelo Código Florestal (CF), o produtor terá que se adequar por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Energia
O plantio de florestas voltadas para a produção de energia tem sido uma saída do setor agropecuário para adotar uma fonte de energia menos nociva ao meio ambiente. Ortigara afirma que o Paraná tem ampliado a sua produção de florestas. De acordo com dados de 2013, o Paraná produz 12,12 milhões de m³ de madeira voltados para lenha, contra 11,93 milhões de m³ de madeira para papel e celulose.
O uso de dejetos de animais para a produção de biocombustíveis é uma das alternativas que têm sido experimentadas no Paraná. Em granjas de suínos, a prática tem sido frequente. A biomassa proveniente da madeira ou da cana-de-açúcar, completa Ortigara, é outra alternativa de combustível renovável. (R.M.)





