Parâmetros no Noroeste
A maior parte das terras ocupadas pela pecuária no Paraná está nas regiões centralizadas pelos municípios de Paranavaí e Umuarama, Noroeste do Estado, onde houve as primeiras grandes invasões de propriedades. O ritmo das invasões diminuiu, mas seu efeito no mercado imobiliário continua e um alqueire, que antes do Plano Real custava o equivalente a atuais R$6.000,00, hoje não passa dos R$5.000,00. ‘‘Com pouquissimos negócios’’, observa o pecuarista Olímpio Fernandes, de Loanda. Em Querência do Norte, centro das invasões, está girando de R$3.500 a R$4.000,00 o alqueire, também com raras transações.
A economia regional, em que predomina o arenito, há anos baseia-se no boi, no café e na mandioca. ‘‘Os preços desses produtos estão remunerando o produtor, mas a terra ainda não’’, analisa Fernandes. Ele lembra que no início do Plano Real o boi remunerava com 150 arrobas por alqueire, que hoje deveriam corresponder a R$6.000,000, mas esse nível não foi atingido. No começo da semana, segundo a cotação do Deral, a arroba estava a R$39,00, equivalentes a R$5.850,00 o alqueire, nas praças de Londrina, Apucarana e Maringá. O mercado da terra está parado, informa Olímpio Fernandes. Em 94-95 o preço da terra estava por volta de R$6.000,00 o alqueire, no Noroeste. Hoje esse preço ainda não foi atingido.(J.O.)

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