Paraguai planta 169 mil hectares
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sábado, 11 de janeiro de 1997
Montezuma Cruz Sucursal de Foz do Iguaçu 
Arquivo FLQuedaProdução mundial, estimada em 90 milhões de sacas, deverá cair para 87 milhões de sacas
O Paraguai vai cultivar 169 mil hectares de algodão este ano, para garantir uma safra de aproximadamente 220 mil toneladas. Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária pretendem não só obter esse volume, mas combater o bicudo (Anthonomus grandis), principal inimigo da lavoura no país.
Para cobrir os custos de produção, uniram-se o Banco Nacional de Fomento (BNF), Crédito Agrícola de Habilitação (CAH) e a Direção de Extensão Agropecuária (DEA). Esses organismos de crédito trabalharão com o apoio de extensionistas, especialmente neste mês e em fevereiro. No ano passado, mais de 60 mil sacas de sementes de má-qualidade foram distribuídas em território paraguaio, gerando inquérito administrativo nas repartições agrícolas.
Cálculos do Ministério da Agricultura indicam um rendimento médio de 1.300 quilos por hectare nas lavouras paraguaias, com base nos números das últimas safras. A cotação não seria inferior a 1.200 guaranis o quilo.
Produção mundial A produção mundial deste ano, estimada inicialmente em 90 milhões de sacas, deverá cair para 87 milhões de sacas. O Paraguai deverá ter vantagem no mercado, porque a Argentina também diminuirá em cerca de 50% a sua área cultivada e o mercado brasileiro importará cerca de meio milhão de toneladas.
As pragas algodoeiras provocaram prejuízos de US$ 70 milhões. O vice-ministro de Agricultura, Gerardo López, disse que o plano do BNF, DEA e CAH consiste em resguardar ao máximo a superfície cultivada. Ela é pequena e não pode ter maiores prejuízos, disse.
Os agricultores devem se habilitar aos créditos, para poderem comprar insumos e inseticidas. Um dos obstáculos é o alto juro bancário aplicado ao setor produtivo.
A Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco) e a Câmara Algodoeira do Paraguai estão preocupadas com o efeito negativo da safra passada e também se organizam para que os algodoeiros trabalhem de forma conjunta, com vistas à melhor comercialização.


