Para o ex-ministro Roberto Rodrigues, "a ONU quer garantir a paz e por isso fala de segurança alimentar. Não há paz onde tiver fome"
Para o ex-ministro Roberto Rodrigues, "a ONU quer garantir a paz e por isso fala de segurança alimentar. Não há paz onde tiver fome" | Foto: Anderson Coelho



"Há reconhecimento da agricultura, mas falta pertencimento do povo brasileiro". Palavras ditas pelo ex-ministro da agricultura (Mapa) e coordenador do Centro do Agronegócio da FGV, Roberto Rodrigues, no sentido de como o Brasil ainda precisa trabalhar o setor junto à população como um todo.

Como 2018 se trata de ano eleitoral, ele acredita que este seja o momento ideal para se lançar a "Plataforma Nacional do Agronegócio" e entregar aos presidenciáveis até junho, com estratégias para que o Brasil se torne nos próximos anos o grande protagonista em segurança alimentar mundial, e assim, nas palavras do ex-ministro, "o campeão mundial da paz". "Com essas projeções para o Brasil (em alimentar o mundo), a ONU quer garantir a paz e por isso fala de segurança alimentar. Não há paz onde tiver fome."

A tal plataforma não é apenas "mais um plano de governo" porque, segundo Rodrigues, os presidenciáveis em todas as eleições recebem planos de diversos setores, que entram inclusive em conflito uns com os outros, e no final, nada é aplicado. "O que estamos fazendo é mais do que um plano de governo, é um plano de estado, com olhar ao longo prazo". Participam da plataforma diversas entidades, como Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), entre tantas outras.

Dentre os assuntos inseridos na Plataforma – sendo que cada um deles possui um coordenador – estão tecnologia, comércio internacional, infraestrutura e logística, política de renda, gestão, política industrial, agroenergia, associativismo e cooperativismo e, por fim, comunicação. "Nenhum país do mundo fez o que Brasil fez nos últimos 30 anos", finaliza. (V.L.)

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