Para quem planta, o resultado é a produtividade
É por meio da tecnologia que produtores espalhados pelo mundo têm conseguido produzir mais e melhor. Na região de Des Moines, capital de Iowa (EUA), a adoção de sementes geneticamente modificadas foi feita há anos e ajudou produtores a ampliarem a produção. Dean Tailler, membro da associação dos produtores de grãos de Iowa, observa que no meio agrícola as coisas mudam muito rapidamente, tem sempre novos materiais, e tem que ir se adaptando para o negócio não ter prejuízo. "O crescimento do rendimento é um processo, não é uma mudança radical. Cada temporada é diferente uma da outra e dependemos muito do clima", reforça.
Apesar dos vários fatores que interferem na produção, Tailler conta que na década de 1970 produzia entre 100 a 150 bushels de milho (entre 2,5 mil a 3,8 mil quilos) por acre (o equivalente a 40% de um hectare no Brasil) e duplicou o rendimento da lavoura nos últimos anos. Atualmente, ele planta cerca de cinco variedades de grãos por temporada em 3,5 mil acres americanos (o que equivale a aproximadamente 1,4 mil hectares). "Escolher materiais diferentes é importante para não ter impacto de algum efeito climático", frisa Tailler, citando a seca que atingiu os Estados Unidos no ano passado e que comprometeu parte da produção de grãos americana.
Ainda no meio-oeste americano, o agricultor Gordon Wessenaar, 70 anos, destaca que a tecnologia tem gerado menos perdas na lavoura ano a ano. Além disso, conta que consegue ter mais noção do volume de defensivo aplicado no campo. Segundo ele, foi o pai que há muitos anos incorporou as variedades com mais tecnologia na propriedade. Atualmente, o agricultor produz em média 200 bushels de milho e 200 de soja por acre.
Sobre o mercado ele diz que tem a vantagem de poder armazenar a produção na própria fazenda e aguardar o melhor momento para comercializá-la. Na fazenda de Wessenaar há silos para guardar os grãos, assim como na propriedade de muito agricultores americanos.
Na região onde Tailler e Wessenaar têm propriedades, eles vendem o que produzem para uma cooperativa local, que por meio de trem e de navio escoam a produção para o mercado interno e externo. Parte da produção é destinada para a fabricação de etanol, mas os produtores não sabiam dizer o quanto é encaminhado para este fim.
Iowa
Iowa é um dos principais estados agrícolas dos Estados Unidos. Lá se produz o maior volume de soja, milho e etanol e ainda conta com o maior rebanho suíno norte-americano. (E.Z.)





