Para produtores resultados compensam
Produtores que apostaram na ovinocultura garantem que o resultado é compensador. Participante da 46ª Exposição, o criador Ubaldo José Lemos Chagas, de Londrina, trocou a confecção de bolsas e acessórios pela criação de cordeiros há três anos e não se arrependeu pela decisão. Participante da Coopercapanna, ele está animado com a perspectiva de incrementar os negócios. ''Com a organização da comercialização, o mercado deve crescer ainda mais'', espera.
Na propriedade de três alqueires, Chagas mantém um plantel de 180 cabeças da raça Ile de France. São matrizes e reprodutores destinados a produzir genética. ''A procura por animais de elite é grande. A liquidez é de 100%'', relatou. Ao começar na atividade, ele comprou 20 fêmeas (de R$ 2,5 mil a R$ 2,8 mil cada) e um reprodutor (R$ 3 mil), todos puros de origem (P.O). A partir daí, fez novos investimentos para ampliar o plantel.
Segundo o criador, a ovinocultura é vantajosa pela alta taxa de ocupação do pasto e pela rapidez entre o desmame e abate dos animais. ''Onde se cria uma cabeça de gado, é possível por até 10 a 12 ovelhas'', disse, acrescentando que a prenhez dos ovinos dura cinco meses e a venda dos cordeiros para abate já é possível 100 dias depois do nascimento.
Outro participante da Exposição é Rodrigo Gasque, de Urupês (interior de São Paulo). Decepcionado com a criação de gado leiteiro, ele trocou de atividade há cinco anos e também garante que a ovinocultura é melhor negócio. ''O mercado é bem aquecido'', comentou. Criador da raça Santa Inez, Gasque mantém 300 animais na propriedade de cinco alqueires, com lucro líquido de 15% a 20% sobre a venda da criação. ''A liquidez é muito boa. Entrar no mercado também é fácil'', comentou.
O presidente da Coopercapanna, Ricardo Luca, é criador veterano. Há nove anos no mercado, ele mantém seu rebanho em regime de confinamento, onde os animais entram com 45 dias e saem com 120 dias, prontos para abate. O custo de produção por animal (com 13 a 15 quilos de carcaça) é de R$ 80,00 a R$ 90,00. O quilo de carcaça é vendido a restaurantes entre R$ 10 a R$ 13,00, o que garante lucro certo. (C.A.)





