Segundo o diretor-administrativo do Sindicato da Indústria do Frio (Sindifrio), de São Paulo, Hélio Toledo, só no primeiro semestre desse ano 39% da carne vendida ao Exterior teve como destino os países da Europa. Os Estados Unidos compraram 7%; o Oriente Médio 26% e os outros países somaram 28%. O Sindifrio representa 65% das exportações nacionais de carne.
O Brasil abate 33 milhões de carcaças/ano. Com SIF, a média é de 11 milhões de cabeças/ano; 10% são destinados ao mercado externo.
Desse volume exportado, 55% a 65% vai para a UE. A carne brasileira de primeira chega lá em cortes. Estados Unidos, Canadá e Japão só compram carne industrializada, ou enlatada. De um boi com média de 17 arrobas (255 kg), apenas 37 a 38 kg são exportados. A maior parte é destinada ao mercado interno. Os cortes diferenciados, atendendo exigência de cada importador, representam cerca de 30% de cada arroba exportada.
O diretor do Sindifrio afirma que a indústria, de mmodo geral, não tem ganhos sobre a venda de animais rastreados. Para Hélio Toledo, a indústria já tem seus custos para atender o mercado internacional e, agora, frente às novas exigências, é preciso que a cadeia produtiva entenda a rastreabilidade como um investimento.

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