Com menos de um ano em funcionamento, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) já enfrenta um caso de sanidade animal no Estado que atingiu proporções mundiais. Apesar deste problema pontual, o diretor de defesa agropecuária da agência, Adriano Riesenberg, acredita que o Estado está no caminho certo e que logo este assunto será esquecido. Isso porque a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil que suspendam as restrições o mais rápido possível.
Vale lembrar que a Adapar foi instituída para substituir o Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), com o objetivo de ter maior autonomia econômica, técnica e administrativa.
Riesenberg lembra que o número de cargos técnicos para atender os produtores do Estado – tanto na área animal quanto na vegetal – é de 1,2 mil pessoas, mas atualmente há apenas 654 em atuação. "Um dos problemas que o Defis enfrentava era a defasagem de pessoal. Temos exatamente 546 vagas para serem supridas através de concurso público, que deve ser realizado ainda no início deste ano", salienta o diretor.
Trabalhando com a sanidade animal do Estado desde 1997, o diretor da Adapar comenta que poucas vezes viu um caso como este, com tanta repercussão negativa.
Riesenberg ainda ressalta que o Estado é área livre de febre aftosa com vacinação e mantém os mesmos cuidados com outros animais. "Na avicultura, por exemplo, também temos uma classificação muito boa, livre das doenças restritivas. Volto a dizer que não temos nenhum problema em relação à sanidade, salvo este episódio mal explorado por quem tem interesse nisso", avalia ele, se referindo à briga comercial com outros países pelo mercado de carne.
Para projetos futuros, além do já debatido exaustivamente fim da aftosa sem vacinação, o diretor da Adapar elenca a evolução na questão da tuberculose, brucelose e também subir mais um degrau na classificação da avicultura. "Temos todas as condições para isso, conhecimento técnico, estrutura e também pessoal, logo que esta questão do concurso público for resolvida".
Riesenberg acredita que o momento agora é também para investir em informatização dos serviços, como o georreferenciamento das propriedades, sistemas de fiscalização automatizados. "As informações nos postos nas divisas do Estado devem estar integradas em tempo real com nosso banco de dados. Acredito que 2013 seja o ano de concretização destes projetos", complementa. (V.L.)

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